13 de mai de 2016

Ash Vs Red - O Livro

Yoo' Pessoas \ô/


Aloha Família. Cachecol aqui nesta noite nublada e gelada nessa sexta-feira 13, esse maravilhoso dia que podemos assistir filmes de terror, e chorar pois os demônios estão todos livres ok exagerei, mas em vez fazer isso tudo, estou optando por trazer um outro projeto brasileiro que sei que muitos irão gostar. 

Bem eu sei que muita gente que ler o meu blog gosta de pokemon, talvez não agora ou não os novos leitores, mas os antigos sei que muitos gostam, eu por exemplo adoro pokemon, naquela briga básica entre pokemon vs digimon sou mais digimon no sentindo de desenho, mas em jogos sem sombra de dúvidas sou pokemon. E é mais ou menos isso que quero trazer, um projeto brasileiro que eu achei interessente no começo e agora estou com uma hyper gigantesca sobre ele e muito ansioso.

Pois imagina um universo na qual o Ash é um cara maduro, com todos seus pokemons evoluídos e fortes, com filhos, esposa e tem respeito, e a mesma coisa com Red um cara maduro e respeitado, bem diferente do comum certo?, consegue imaginar mais ou menos como serie esse universo, se caso não consiga, não se preocupe pois o Emanuel Hallef consegue narrar isso perfeitamente no seu livro, Ash vs Red é um livro que logo vai está em lançamento, então desde já clique aqui "www" pra está por dentro dos lançamento, óbvio que assim que lançar irei comentar aqui.

Mas pra já deixar todos nós com água na boca, o Hal ou Emanuel Hallef liberou o prólogo do livro, para ajudar na divulgação, no começo era preciso hoje podemos dizer que não pois só o prólogo já deixou todos com um hyper gigantesca, uma esperança de que o livro seja impecável e pelo que parece vai ser, e claro irei deixar aqui em baixo agora todo o prólogo já avisando que e grande, leiam tudo e entrem nessa caravana de espera do livro.

Prólogo:

Era quase meia-noite e Ash estava sentado sozinho em seu escritório, se preparando
psicologicamente para escrever seu discurso que resvalava pelo seu cérebro, sem deixar o
menor registro — nos últimos dias, costumava distrair-se à toa, com um simples gesto de uma
mariposa ou com os murmúrios de Ravenna e Ryan, seus filhos; na maior parte do tempo,
ficavam quietos, sem falar coisa alguma, entretidos com seus brinquedos e almanaques que
costumavam circular em décadas antigas, mas, naqueles poucos dias de Inverno, se
resguardavam na maior parte do tempo dentro dos seus quartos, observando o lado de fora. Por mais que já estivessem acostumados a ver apenas barro e argila das paredes resistentes do
subsolo, ainda provavam do pavor de se verem como prisioneiros. Não tinham amigos, não
conversavam com muitas pessoas, a não ser quando visitavam Cerulean ou Pewter —
principalmente Pewter, onde podiam brincar e se divertir com os irmãos mais novos de Brock.

Como passavam a maior parte do tempo em casa, só tinham um ao outro para
conversarem ou, por vezes, Serena, que lia algum livro para distraí-los ou contava história do
tempo em que participava de concursos e fazia belíssimas apresentações com seus Pokémon.
As crianças, maravilhadas, enchiam-na de perguntas, pulavam e saltitavam quando ouviam a
mãe comentar sobre alguns dos seus momentos preferidos no palco. Por mais que doesse falar
a respeito, se lembrar de recordações pesadas e inteligíveis, Serena defendia a premissa de que
não deveria esconder dos filhos aquilo que lhe proporcionou alegria, entusiasmo e satisfação há
tantos anos. Portanto, sempre que sobrava tempo dos afazeres domésticos ou dos
diversos discursos que organizava para Ash, ela sentava com os filhos próximos à lareira e os
fazia gargalhar com um passado que agora não existia mais.

Naquele dia em questão, as pálpebras de Ash ameaçavam se fechar a qualquer
momento. Seus olhos chamuscavam como se estivessem expostos a fogo em brasa, enquanto
sua boca salivava mais do que o normal. Suas mãos suavam, trêmulas, a caneta mal se
sustentava entre os dedos — já devia ter se acostumado a escrever discursos, já fizera tantas vezes; por que aquele, em especial, sairia diferente dos demais? Compreendia que eram causas
completamente diferentes, mas o incentivo continuava o mesmo: o bem comum dos
habitantes. “Argumente! Convença-os!” – murmurava para si mesmo, solitário, em busca de convicção, mas
perdera o fio da meada. Enquanto travava uma batalha incessante contra o seu eu, Ash
aguardava um telefonema de Cynthia com ansiedade; entre a preocupação se ela iria ligar, se
diria o que pretendia dizer, e a tentativa de reprimir as lembranças dolorosas do que fora uma
semana complicada, longa e cansativa, não sobrava muito espaço em sua mente.

E se não bastasse a responsabilidade de liderar pessoas até aquele momento abaladas
com o que acontecera à superfície, ainda precisava encontrar meios de amenizar a pequena
parcela de rebeldes sem causa – eles costumam bombardear os portões em horários
específicos, quando suas defesas ficam escassas, procurando se libertar do subsolo. São
detidos todas as vezes que tentam, pelos protetores, mas isso não impede que as pessoas se
sintam desprotegidas, à mercê. Elas não precisam de mais motivos para sentir medo.

Para Ash, pensar em um mundo sem leis seria como voltar à pré-história, onde os mais
fortes conseguiam sobreviver e os mais fracos morriam de fome ou eram mortos pelos seus
rivais. Na medida em que os homens começaram a dominar as técnicas da agricultura, passaram a se agrupar para trabalhar a terra e domesticar os animais. Foram também as necessidades do trabalho que fizeram com que eles buscassem um meio de comunicação, e assim nasceu a linguagem. Enquanto alguns cuidavam da lavoura, outros iam atrás da caça, da pesca ou dos frutos. Tinham também a força do grupo para lutar contra os animais selvagens e construir casas mais seguras, que lhe davam abrigo e proteção. Mas, ao mesmo tempo em que o grupo tornava a sobrevivência mais fácil e a vida mais agradável, era preciso estabelecer regras que permitissem a convivência comunitária, pois, junto com o conforto das casas e a fatura das colheitas, surgiam também as noções de propriedade privada e a guerra pela posse do que antes era considerado um bem comum.

Era exatamente o retrocesso que experimentavam.

O resto dos habitantes que sobreviveram e se adaptaram ao subsolo, precisavam se virar, plantar e colher sua própria comida, cuidar do sustento da sua família. Eram como se, de fato, tivessem regredido à idade media. Mas não era porque viviam como na pré-história que precisavam agir como seres irracionais. Regras sempre foram necessárias para manter o convívio pacífico entre os habitantes. E Ash, visando a ordem, expôs as novas regras de acordo com a realidade que viviam. E por mais que alguns dos habitantes — geralmente os rebeldes — argumentassem, de boca cheia, que viviam como escravos por não terem interação com os seus Pokémon, por mais que estivesses sãos, não justificava o fato de se rebelarem contra as leis. Era como entregar armas à pessoas que não estavam preparadas, psicologicamente, para portarem uma.  Os protetores eram os únicos que podiam usar Pokémon — faziam isso não por desigualdade, mas para defender os habitantes deles mesmo ou do que quer que vivesse na superfície, já que não sabiam mais de coisa alguma. Os rebeldes, de algum modo ainda desconhecido aos protetores e a Ash, conseguiram alguns Pokémon para ajudá-los nos atentados. Usavam poder de fogo e, ocasionalmente, machucavam civis desprotegidos, reles inocentes que caminhavam próximo demais dos portões quando os bombardeios aconteciam. Ash procurava uma maneira de detê-los, de impor ordens.

O que fazia era para o bem de todos. Por mais que não percebessem isso.

E as acusações continuavam: “Covarde”, “O que esconde, Ash?”, “Por que não nos comunicamos com as outras regiões?”, “Por que não transitamos pela superfície para descobrir o que houve, de fato, o que teme?”, “Nos revele o que você esconde nas mangas”.

O pulso de Ash acelerou só de pensar nessas acusações, porque não eram juntas nem verdadeiras. Como é que os seus protetores poderiam invadir uma superfície às cegas, sem proteção ao ar tóxico, sem lanternas potentes para iluminar a escuridão? O sol desapareceu, o ar diminuiu de forma drástica, não há mais o verde das plantações, das árvores, só destruição. E como conseguiriam se comunicar com as outras regiões se eles nem ao menos sabiam se haviam sobrevivido ou não? Era um absurdo insinuarem que estava escondendo algo quando, ele próprio, se afundava em dúvidas e desespero. E como ousavam sugerir que aqueles bombardeios bárbaros divulgados com estardalhaço eram consequências de falta de protetores?

* * *

Ash virou a segunda página do discurso, verificou o quanto ainda faltava e achou que seria inútil se esforçar mais naquela ocasião, se o sono o esbofeteava com tanta violência. Estavam no inverno, mas só se lembravam do clima por verificarem no calendário; se esqueciam não por displicência, mas por não sentirem frio, só calor. Contudo, naquele dia especificamente, o ar gélido decidira visitá-los de uma forma sutil, se espalhando pela casa através das janelas abertas e pelos poucos buracos das telhas. Ash se aconchegou outra vez na poltrona e, inevitavelmente, entrou em um profundo estado de inconsciência.

            Em uma hora, observava seu discurso inacabado, no outro, se encontrava sentado em uma cadeira que, ao contrário da sua, era anormalmente desconfortável. Não levou muito tempo até ele perceber que estava amordaçado. Não via nada. Só escuridão. O oxigênio fugia, o breu sufocava-o, por vezes seus olhos corriam de um lado para o outro, procurando alguma sombra, qualquer gesto desavisado daqueles que o aprisionavam, mas o negrume não cedia. Ele ouvia passos, vozes, sussurros; reconhecia algumas delas — principalmente a voz da mulher; rouca, o modo rude como se referia a ele. Era quem ele pensava que fosse? Sentia que não demoraria muito para descobrir. Alguém, com violência, o forçou a se levantar, depois o empurrou para frente apressado. Ash obedeceu, sem realmente pensar.

            Após caminharem alguns segundos, sentiu o barulho de celas rangerem no piso metálico, a caatinga de ferrugem vagando pela atmosfera, o suor das pessoas que o carregavam dissipando o cheiro de lavanda da mulher que outrora sussurrava próximo aos seus ouvidos. E nada, absolutamente nada poderia descrever o pânico que o invadiu goela abaixo. Os olhos arregalados, com sede, os dedos imóveis, as pernas hesitantes...

            Ash via, à sua frente, Serena, Ravenna e Ryan. Os braços erguidos ao alto e agrilhoados à grossas algemas; o pulso de Ryan ensanguentado, Serena descabelada, com o rosto virado, de cabeça baixa, inconsciente... Ravenna com as órbitas dos olhos vazias, inexpressivas. Uma raiva coberta de furor, frenesi e desespero invadiu Ash. E nada mais parecia importar. Faria qualquer coisa, seria qualquer coisa, se tornaria qualquer coisa, somente para salvá-los. Com a mão erguida e os olhos ensopados, Ash ergueu a mão em direção à família... pareciam se distanciar, ficarem fora do seu alcance. O desespero forçou-o a gritar.

— Ash, por favor, acorde...

Retornou a si. Estava com a cabeça em cima dos vários papéis espalhados pela sua bancada, respirando com esforço como se tivesse corrido. Acordara de um sonho vívido, apertando o rosto com as mãos. Sentia não raciocinar direito, mas via Serena bem à sua frente, um olhar preocupado, as sobrancelhas levemente erguidas — o alivio que sentia crescer dentre si por vê-la ilesa não tinha precedentes. Era como receber o perdão dos pecados. Era como ter a chance de viver uma segunda vida. Não conseguia esboçar um sorriso sem tremer os lábios e bater os dentes. Ash passou as mãos pelos cabelos, aliviado... quando voltou a olhar diretamente nos olhos de Serena, parecia querer interpretar algo ali dentro.

— Não me diga que está com insônia — disse Ash, tentando fazer parecer que a falta de sono de Serena era muito comum. Os olhos da mulher faiscaram.

— Outro pesadelo em menos de três dias. Sinceramente, isso está começando a me preocupar. Quantas vezes mais você vai ter que adormecer em cima de papéis e não no aconchego da sua cama, Ash? As coisas não funcionam dessa maneira — sussurrou Serena com calma, a voz doce, as mãos delicadas afagando os cabelos do marido.

— Como ainda sou ingênuo de me desesperar sempre com o mesmo sonho? Parecem seguir um padrão que eu não consigo compreender, não encaixa — disse Ash entre dentes — E ainda nem terminei o discurso. Não me sobrou tempo agora, não é?

            Serena, então, maternalmente, deu umas tapinhas no ombro de Ash.

            — Não se preocupe — disse —, provavelmente você não vai conseguir concluir o discurso nesse estado de sonolência, deixe que eu mesma faça isso. E sobre sua ingenuidade de se preocupar com as mesmas cenas nos sonhos, bem, talvez seja pelo simples fato de você se preocupar comigo, com Ravenna e Ryan. Não há nada de errado nisso, meu amor.

            — Fico pensando se isso não remete ao fato de que, em algum momento, não conseguirei proteger vocês. Não conseguirei... — um suspiro — Não está sob meu controle.

            — Na realidade, Ash, não está sob controle de ninguém — disse Serena em tom casual — Agora, você precisa ir dormir. Deixe que finalizo o discurso. Já tenho o que colocar.

            — Mas nem pensar. Ainda estou consciente.

            — Não por muito tempo, pelo que vejo — Serena sorriu, olhando diretamente para as pálpebras de Ash, que mal se aguentavam abertas. E se lembrou do porquê estava ali — Ah, chegou uma encomenda endereçada a você mais cedo. Pelo que vi na embalagem, parece ser importante, veja — ela tirou do bolso um pacote feito de uma fibra resistente e amarronzada. Balançou-a no ar antes de entregar nas mãos seguras de Ash.

            — Não tem remetente — observou Ash, também balançando-a. Rasgou cuidadosamente a embalagem, olhando atento aos detalhes que apareciam na medida em que o conteúdo do pacote se revelava. Era um holograma. Preocupado, Ash direcionou os olhos à Serena, vacilante. Suas expressões entregavam seu pavor de bandeja.

            E antes de pensarem em destruir aquilo, o holograma se ligou automaticamente.

            Era o grupo de rebeldes, Ash os reconhecia pelos brasões que usavam nos bíceps. Neles, cuidadosamente bordados, aparecia os dizeres: “Apoio pleno a Red”. Quatro deles estavam ao redor de uma pessoa, ajoelhada, com o rosto coberto por uma sacola. Um deles, aparentemente o líder, sorria maliciosamente como se nada temesse no mundo.

— Eu daria tudo para ver sua reação ao desatar esse holograma, Ash, e até ameaçaria minha segurança para isso — enquanto falava seus lábios mal se moviam — Gostaria de ver o quão furioso você ficará quando nos ver livres, sim, estamos livres. Livres do seu governo, das suas leis. É interessante o quanto um homem consegue se colocar acima dos demais e se intitular “salvador”, “protetor”, “líder”, quando nem ao menos sabe distinguir democracia de escravidão. Veja no que nos tornamos, veja o que você nos faz fazer. Isso nada mais é do que um grito à procura de liberdade, de voz, Ash. E é assim que começa... a dor, o sentimento de impotência, que consegue tornar homens que algum dia tiveram integridade em pessoas sem escrúpulos. Espero que o que faremos aqui consiga escancarar seus olhos.

Por fim, o último som que ouviram foi o baque metalino da vítima caindo no chão.

Morta.

Fim do Prólogo

Uma das coisas que mais me chamou a atenção assim como de muitos outros blogueiros e dos fãs de pokemon em si, foi a forma como a história é contada, não é só os personagens que são adultos, toda a atmosfera do livro é adulta, é uma trama muito bem escrita e detalhada, não gosto de me achar mas já me achando como estudante de Letras eu fiquei bem boquiaberto como o Hal usou as palavras, ele consegue deixar a história tão pesada e ao mesmo tempo incrível, é complicado explicar só lendo mesmo pra sentir isso, não esperava menos de um estudante de Letras também.

Se quiser ler o prólogo direto do site só clicar aqui: Ash vs Red

Bem meus amigos, para todas as informações sobre o lançamento, ebook, pequenos contos que entrando facebook você encontra e dai por diante, só clicar aqui "www". Assim como na minha quase ultima postagem que eu falo sobre o mangá de Machado de Assis, aqui nesse livro do Ash vs Red, o Otaku de Cachecol indica sem sombra de duvidas, eu estou apoiando aqui para que seja um sucesso, irei comprar óbvio que irei pois é realmente uma obra de artes, e claro que vai ter aquela review show no blog.

Então isso é tudo pessoal.
Fonte do prólogo: Pokémon Blast News
Obrigado por esta no meu blog.
E pra você que esta lendo esse post, sinta-se abraçado pelo Cachecol :3

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