Eu sou cronicamente online, o que deveria ser algo um tanto quanto 'triste'. Porém, vamos ser sinceros: em pleno 2026, todo mundo é cronicamente online. Seja por motivos bons ou ruins, estamos todos conectados, acompanhando tudo o que acontece no mundo — às vezes até quando a gente nem quer que isso aconteça, mas acaba acontecendo. Até o ato de ler um livro mudou: hoje eu prefiro ler no tablet ou no celular. O que hoje em dia é super aceito, na verdade é um hábito que sempre tive; livros físicos sempre foram como colecionáveis para mim, mas a leitura digital sempre teve espaço na minha vida, assim como o tema de hoje.
Pois se há algo que faz parte da rotina de todo mundo, são as redes sociais. Do usuário mais recluso ao mais conectado, todo mundo tem pelo menos uma: seja Instagram, TikTok, WhatsApp ou até o falecido Facebook sério, o Facebook já deu, galera O Instagram e o TikTok têm algo muito forte na sociedade atual: eles conseguem nos deixar completamente vidrados. Se você duvida disso, abra o 'Bem-estar digital' do seu celular e veja quantos minutos por dia você passa rolando o feed dessas redes. Eles são viciantes, uma bomba de dopamina sem fim. Quando você percebe, horas já se passaram e você se perdeu: a roupa que você ia guardar, a louça que sua mãe pediu para lavar, aquele trabalho chato da escola ou da faculdade... Tudo ficou para trás porque você perdeu o dia inteiro distraído.
Não vou mentir, eu acabo caindo nessa mesma armadilha às vezes. O post que eu tinha que escrever para cá e a história que eu estava pensando em desenvolver foram deixados de lado porque eu também me perdi nos reels do Instagram. E, de tanto rolar a tela e me distrair, percebi algo diferente. Fui ver alguns vídeos no YouTube para saber se mais alguém tinha notado algo parecido e, olha só: eu não estou maluco.
Neste vídeo aqui: A Teoria da Internet M0rta ta Virando Realidade, eu confirmei algo sobre o qual sempre tive dúvidas, e que ultimamente tem aparecido bastante no meu algoritmo. Não sei se é porque eu sempre gostei de inteligência artificial que consegui notar esses detalhes sutis aqui e ali, mas que há algo bizarro acontecendo, disso eu não tenho a menor dúvida.
O que o vídeo discute e eu concordo é como perfis inteiros de criadores de conteúdo super famosos e engajados, com centenas de milhares de seguidores e milhões de visualizações, estão sendo totalmente gerados por IA. São pessoas que simplesmente não existem. O bizarro é que os vídeos são construídos de forma tão perfeita — nos reflexos, na iluminação, nos mínimos movimentos das folhas e das roupas que a grande maioria das pessoas interage normalmente, sem sequer desconfiar.
Isso nos força a encarar a realidade da Teoria da Internet Morta: a sensação incômoda de que a maior parte das interações que temos online hoje em dia já não é com seres humanos reais, mas sim com algoritmos, bots e inteligências artificiais conversando, consumindo e ditando tendências. Se antigamente a gente duvidava de perfis fakes óbvios, hoje a tecnologia evoluiu a ponto de enganar o nosso próprio cérebro na primeira olhada.
Até onde isso vai parar? Quando a linha entre o real e o sintético se torna invisível, quem garante que a pessoa com quem você está debatendo nos comentários ou o influencer que você está seguindo realmente existe? O futuro digital está assustador, mas uma coisa é certa: ignorar essa mudança já não é mais uma opção."
