24 de abr. de 2023

E quando o final é ruim?


O que fazer quando se cria expectativas de algo, mas no fim, o final ou a linha de chegada, acaba sendo algo tremendamente decepcionante? Seria um pouco da nossa busca interminável pela felicidade que acaba ofuscando toda a ideia de que o processo também vale a pena? Eu particularmente penso nisso, que o processo, a caminhada, a aventura vale muito mais a pena do que o final. O final é apenas uma consequência de tudo que você passou, e quem faz o final ser ruim ou bom é apenas você… 


Motivo que me faz escrever esse post é por causa de um livro que eu li esse mês e terminei ontem, na hora, no momento exato que acabou o livro eu fiquei indignado e eu lendo com a minha namorada, fiquei pelo menos uns dez minutos reclamando, mas hoje após acordar, tomar um belo banho de sol, aquela recarga maravilhosa de vitamina D e depois de um belo copo de café, eu comecei a rever um pouco o meu pensamento sobre o livro. 


A Culpa é das Estrelas, um livro de John Green, que nos meados de 2012/2013 todo mundo na minha escola só falava desse livro, aí veio o filme e explodiu mais ainda a fama não só do autor, mas também da obra. Eu nunca peguei para ler, pois eu sabia que tinha uma pegada de drama e eu particularmente fujo de todo tipo de obra que envolve drama, é algo que eu não gosto de ver, me trás uma sensação absoluta de desespero. Mas minha namorada, muito persuasiva, trouxe essa história para o clube do livro.


Creio que já comentei aqui sobre o clube do livro, senão, é basicamente algo que eu e minha namorada criamos juntos, onde todas as noites, por pelo menos uma hora, lemos um livro juntos, cada um ler um capítulo e no final dos capítulos vamos comentando um pouco do que achamos, a culpa das estrelas entrou no clube, e a gente leu juntos, eu chorei, me indignei, rir horrores e no fim como já comentei, eu odiei, ou pelo menos achei que odiei. 


Por viver em uma sociedade muito imediatista, eu fico aficionado em saber o final das coisas, ou ficava na verdade, até começar a ler com mais intensidade, já que se tem uma coisa que livro é muito bem usado é quebrar essa barreira de que o fim é o resultado de tudo, na verdade o fim está lá pra ti, você pode a qualquer momento abrir a última página e ler o final, só que isso acaba por se tornar chato, e aí todo desenrolar da história é muito melhor de se acompanhar.


A história de Hazel e Gus, o romance, as aventuras que ambos viveram é algo que inspira, você sabe que ambos são bombas relógios ou como eles mesmo dizem, são granadas e que a qualquer momento podem explodir, causando dor há todos ao redor, inclusive aos leitores, mas você está ali, lendo e se aprofundando mais na história, tentando entender os porquês de cada personagem fazer ou falar cada coisa. Um dos personagens mais odiados por muitos, inclusive por mim no começo foi o: Peter Van Houten, o autor do livro preferido da Hazel, no começo da história você fica querendo matá-lo, de tão babaca, porém você descobre que ele também tem uma história ruim… Que ele também é um ser humano, com dores, traumas nem um pouco curados, medo e muitos medos… Peter se tornou meu personagem preferido. 


O final de a culpa das estrelas, não é que é ruim… Ele é emblemático, é um final que se conecta com o livro preferido da Hazel, que você precisa entender o final daquele livro, para aí entender o final desse. E o que eu tirei dessa obra é que tudo que acontece nela é muito mais interessante do que o fim, que o processo, a aventura foi muito mais satisfatória, agradável de tal maneira que seria muito mais interessante ficar preso em um loop só vivendo e vivendo a viagens que eles fizeram a Amsterdã por exemplo…


O fim ele é inevitável, não tem para onde corremos, você pode ficar sentado, em pé, lendo livros, vendo animes, chorando, sorrindo, seja lá o que for fazer ou não fazer, mas no fim o seu final vai chegar, a sua história vai se concluir, seja longa ou não, e assim como Gus, eu tenho medo, bastante medo de ser esquecido, de que passe anos e mais anos e esqueçam quem um dia eu fui.


O que aprendi com esse livro é que devemos viver o momento, da melhor maneira possível, pois a vida é uma só, não espere chegar no lugar para começar a fazer algo, não espere ter algo para começar a ser feliz, não espere ser feliz para se sentir realizado, faça tudo agora, viva o agora, aprenda com seus erros e tire o melhor do pior. 


Gus foi um dos melhores personagens que tive o prazer de conhecer, as falas, a maneira como ele pensava, tudo nele sem sombra de dúvidas, me ensinou muito sobre como olhar a vida. A culpa das estrelas é um livro incrível, só tem que saber como ler e como entender a história que John Green quer nos contar. 


22 de abr. de 2023

A eterna sensação do passado


É tão difícil seguir em frente né? Principalmente quando tudo te faz ou pensar no passado ou te puxar para o passado mesmo, essa sensação de que se você continuar ou sequer dê um passo em direção ao futuro incerto, até porque para alguém que se prende muito ao passado, o futuro nunca está claro, então só de pensar em dar esse passo para o futuro, já causa uma ansiedade tremenda, pois na sua cabeça, como você pode ir adiante se tudo ainda te puxa para trás?

Esse post me veio à mente, pois algumas coisas aconteceram nesse meio tempo e eu estou muito preso nessa sensação, a mudança de nome do blog por exemplo, na qual tudo estava certo, mas acabou se complicando e eu voltei atrás, a sensação de que eu quero cada dia mais me afasta um pouco dos animes, já que não é mais um mundo que eu tanto amo como antigamente amava, porém eu acabei também me vendo sendo puxado para trás, ou até na minha vida pessoal, aonde eu mesmo já em outro trabalho muito mais felizes e sentindo-se realidade, no entanto toda hora eu me vídeo pensando no passado… Sabe o passado é tóxico, em sua grande maioria. 

A sensação de está preso ao passado, vai muito também da ideia de que você é um refém da sua mente, é um refém dos seus traumas, os seus traumas eles muitas vezes moldam e sempre irão moldar não só você, mas também tudo que você um dia pensa ser ou fazer. E eu não estou falando de traumas envolvendo aonde você é vítima, onde alguém te sacaneou, não, estou falando de traumas onde você mesmo fez algo e hoje tentar ser alguém melhor. Como seguir adiante se o que eu fiz no passado vive me martelando 24h por dia? 

E olha eu sei muito bem que é fácil dizer: “Ah cara, se você se arrepende do que fez e hoje tenta melhorar, já é algo bom, você está livre disso” Claro que é fácil dizer isso, não foi você que fez tais coisas… Eu mesmo vivo me martelando com coisas que eu nem deveria mais pensar, assuntos que morreram pra mim, coisas que o Edson de hoje em dia não só repudia, como também não gosta de falar, então não seria mais fácil deixar o passado para trás? Sim seria, porém como eu disse: nós somos reféns da nossa mente. 

A sua mente e eu acho que ela pode ser um pouco parecida com a minha, sempre vai tentar dizer para você “ah você acha que está tudo indo bem? Que você merece tudo que está conquistando? No entanto você lembra que há dois anos atrás você fez tal coisa…” E aí meus amigos, você já começa a se sabotar e se entregar ao fracasso que até então nem está pairando sobre você. Eu sou cristão, mas não concordo quando dizem que esse tipo de pensamento é o inimigo tentando te derrubar, pois sinceramente, não creio que seja o inimigo, eu imagino que seja só você vivendo uma das piores síndromes que é a auto sabotagem. 

E se por algum acaso você entrou aqui na esperança de que eu iria ajudá-lo há encontra a bendita luz no fim do túnel, poxa meu amigo, me desculpe, pois eu assim como você também estou caçando ela. 

Óbvio que um atalho nesse meio do caos que pode e vai te ajudar muito a largar de vez o passado é: Terapia. Todo mundo sabe e não adianta bater o pé dizendo que não serve para você se você nem sequer fez, pois a terapia ajuda e muito a gente a resolver esses problemas. 

Eu digo por mim, como eu falei, também me encontro perdido tentando encontrar há todo tempo a luz no fim do túnel, pois eu vivo também pensando muito no passado, no entanto isso é só nos dias muitos ruins, já que nos dias bons, eu nem penso no passado tão pouco penso no futuro e eu irei escrever só isso também eu vivo o presente, e olha o presente como o próprio significado do nome é uma dádiva, quando você aprender a viver o presente, até aquele cafezinho de manhã é uma maravilha para se tomar…