31 de ago. de 2020

Japão sabe contar uma história

Eu tenho quase certeza que já escrevi algum momento sobre esse assunto, porém como eu tinha outro ponto de vista, bem provável que eu não iria concorda com o que estava escrito, pensando assim eu decidi trazer esse assunto, essa conversa pra vocês sobre como de fato o Japão sabe contar uma história. 

Claro, contar história todo o mundo sabe, não há um país que não tem uma pessoa, que tem aquela história incrível pra ser dita, no Brasil utilizamos muito as novelas pra expor as histórias, Estados Unidos os filmes e séries, e no Japão, temo os animes... Obviamente que essa ideia só está na minha cabeça, pois não é bem assim que funciona, porém pra que eu não me perca na linha de raciocino gosto de imaginar assim. 

Dito toda essa enrolação, vamos a ideia que me fez escrever hoje. Como eu já comentei com vocês aqui um certo tempo atrás, eu me tornei alguém bem criterioso com relação aos animes, antes eu pegava todos que eu via pela frente, ou ficava caçando aqueles que não são tão famosos, porém esse meu momento de aventureiro acabou, hoje eu me vejo muito naquela ideia de ficar assistindo alguns que parecem ser bons, pego uns 3 ou 4 da temporada e tento extrair o máximo deles pode-se dizer que sou o famoso preguiçoso


E nessa busca de animes interessantes, eu conheci alguns animes que mexe com o nosso frágil coração de prisoneiro da quarentena. Your Name foi um desses, eu sempre digo que não gosto de anime que traga algum tipo de drama, pois meu ser interior morreu assistindo Clannad e o tanto que eu chorei lá, não há anime que faça esse feito novamente. Porém ainda assim assisti Your Name, um anime maravilhoso, que brinca muito bem com a ideia de viagem no tempo e tem uma pegada incrível em  pontos únicos, trazendo dois lados do Japão que nos aqui do ocidente tanto amamos, um Japão tradicional, calmo e carregado de cultura e simbolismo. E do outro lado, um Japão "high tech" desenvolvido, no "futuro" com luzes, e musicas que criam um contraste de totalmente diferente da plenitude do outro lado. 

Claro que tal coisa só é muito bem explorada pelo diretor de Your Name, como esse texto é voltado para as histórias, eu quero focar muito mais nas situações, porém não posso negar que a qualidade gráfica, os traços, os efeitos visuais que tem nos filmes japoneses é algo no mínimo surreal. Japão não só sabe contar uma história, mas também sabe muito bem desenhar e animar, não vou trazer glória só para os filmes, pois todos sabemos que um filme pode muito bem ser mais detalhado e trabalhado do que uma série de televisão que tem que sair toda semana, só que até essas séries são incríveis, eu gosto de dizer que pra saber se o anime realmente é bonito visualmente, você tem que reparar em duas coisas: chuva e comida. Presta atenção em como vai ser a chuva nesse anime, o quão suave ela pode ser, e também presta atenção em como vai ser a comida, japoneses tem um cuidado sem igual ao representar comidas nos animes. O anime pode ser tipo um Naruto clássico ou One Piece do estúdio Pierrot na qual tudo é rushado, só que o traço da comida, parece que pediram ao Kyoto Animation pra produzir, de tão lindo que normalmente é. 

Pontuado tudo que eu queria sobre a qualidade visual do animes, vamos voltar para as histórias, eu acabei de falar de Your Name e como ele consegue pegar um plot relativamente clichê, como viagem no tempo e troca de corpos, e ainda assim criar uma história envolvente de romance, não é uma aventura é um romance, com um final que faz você aplaudir o filme de pé.

Ai migrando pra um drama que chega doer na alma, e me faz pensar muito no quão fiel eu sou aos meus ideais e como eu poderia mudar minha vida por causa deles, estou falando claro de Violet Evergarden, que tem uma história de tirar o folego, pelo menos eu assistindo, eu senti muito a vibe de que os meus problemas não são lá isso tudo, que eu deveria simplesmente dá uma respirada e olhar ao meu redor e ver onde eu precisava melhorar. Violet é uma personagem tão carismática e não gasta nada pra simplesmente ser, a ingenuidade dela e a forma como ela se agarrou ao seu antigo "chefe" faz você que está assistindo não aceitar que nada de ruim aconteça com ela e ficar revoltado por essas coisas acontecerem. 

Agora se formos realmente falar de revolta, temos que ir para Piano no Mori, eu estava no trabalho de madruga, um completo tédio e sem nada pra fazer, decidi abrir a Netflix e ver se tinha algum anime ou série pra assisti, Piano no Mori apareceu pra mim pelo menos umas 4 vezes, comecei assistir só de raiva pois a capa e a sinopse me parecia bem um clichezão de drama. E olha só... queimei minha língua. A história desse anime é muito tentadora, e os episódios sabem muito bem criar ganchos que faz você sem perceber ter assistido 5 episódios, eu mesmo terminei a primeira temporada naquela noite. Pra poder escrever esse texto para o blog, eu assisti novamente com mais calma e tentando absorve todo conhecimento que o anime vem querendo trazer.  

Bem, o anime podemos girar em torno de: talento bruto e esforço sem resultados. Obvio que vai ter spoiler da primeira temporada, então leia por sua conta em risco, pois eu tenho que falar que o Kai Ichinose além de ser um pianista nato, nasceu pra isso e se dedicou pra ficar melhor, ele também claramente parece uma mulher, é algo que não dá pra não perceber ou, pelo menos, não vê como piada em alguns momentos, já que os próprios personagens aleatórios que aparecem falar sobre. E tem também o Shuhei Amamiya que tem um amor pelo piano sem igual, porém após ver o Kai tocando, ele simplesmente esquece do seu talento e seus esforços e faz a primeira temporada toda gira em torno de inveja por nunca ser melhor que o Kai e quase entra em uma depressão por isso. 

É um anime lindo nesse sentido específico, ele trata muito esse assunto de inveja e raiva de uma maneira bem delicada, pois várias vezes vemos o Shuhei em choque porque errou algo ou o Kai está evoluindo tão bem no mundo dos pianistas, e ao mesmo tempo vemos o Kai simplesmente tratando o Shuhei como um amigo de infância e ficando feliz pelo esforço dele. Vi muita gente até comentando coisas bem cruéis sobre o Shuhei, porém eu tento muito me colocar no lugar dele. 

Você cresce em um mundo envolvido ao piano, seu pai é um pianista mega famoso e talentoso ao extremo, você sabe aprende a tocar piano antes mesmo de saber ler e escrever, todos ao seu redor fala o quão incrível você é, todos vivem te elogiando e colocando você no palco mais alto, ai da noite pro dia, aparece um menino na sua vida, que não tem riqueza nenhuma, a mãe trabalha em um lugar feio para os olhos do mundo, o menino não tem roupas caras como você ou uma etiqueta alta, mas vai lá e toca uma música maravilhosa, faz seu coração tremer como nunca antes, o menino escuta uma música e consegue tocar ela sem muitos esforços. Me diz como o seu mundo não cai? Me diz como não ficar desesperado pra se provar para o mundo que você é bom?.  Eu entendo o Shouhei... 

E olha que Piano no Mori tem esses altos e baixos, e tem uns momentos bem mágicos com personagens sendo aproveitados ao extremo, o diretor pegou o personagem e enxugou ele o máximo que pode, a mãe do Kai é um exemplo, que personagem maravilhosa, com uma história de vida nem um pouco legal, só que não se deixa abalar por isso. Tem também um utensílio que o anime usa, muito utilizado em filmes de aventura, onde o cara era incrível no que fazia, ai vem um acidente ele não pode mais fazer isso e fica atrás de alguém pra ser seu aprendiz, muito bem utilizado e fica realmente bem colocado na história. 

Se eu fosse pontuar um ponto negativo, eu diria que as cenas em 3D na parte do piano, quebra totalmente o clima que o anime fica todo o episódio querendo trazer, mas só isso mesmo que vejo como defeito. 

Eu falei então sobre Violet Evergarden, Your Name e Piano no Mori, porém muitos outros animes bons poderiam ter entrado aqui, animes com histórias incríveis, principalmente filmes como No Game No Life Zero, ou o filme de Sword Art Online, histórias sensacionais, que ficarão na minha lista de o que falar.

Abraços do Yavo :D

19 de ago. de 2020

Melhor Sistema de RPG pra Começar

 

Ah se fosse tão fácil assim dizer qual é o melhor sistema, ou qual sistema é o padronizado pra o tipo específico de jogatina, talvez não iria existir tantos sistemas e jogos diferentes, falar então que existe um sistema voltado para os novatos nesse mundo que já conhecemos acaba por ser um tanto que difícil e dependendo da situação talvez até umas discussões pode sair. 

Eu digo isso pois o sistema melhor para alguém que está começando, normalmente vai ser recomendado por um mestre que já joga muito tempo, um exemplo pessoal, eu comecei a jogar com Old Dragon, então quer dizer que OD é o melhor pra um iniciante? Na minha opinião sim, porém alguns podem descorda dizendo que por não ter Pericias, Vantagens e Desvantagens, OD não apresenta tão bem a ideia do RPG. 

Já que estamos falando de Vantagens e Desvantagens, eu vejo muita gente recomendando 3D&T, por ser um sistema mega "simples", usando só o D6, você consegue criar um mundo muito diferente do normal, consegue viajar pro futuro ou passado pois o sistema te dá isso. Assim como a personalização da ficha é tão simples, que muitos já sabem de cabeça como criar um modelo. Porém esse sistema não é lá todo esse amor não, eu digo "simples" com o dobro de aspas, pois a quantidade de regrinhas bobas e a quantidade de magias, classes e por ai vai é tão longa, que acaba cansando. Eu gosto de ler tudo e decidir o que montar, no entanto eu vejo muito mestre desse sistema perguntando que tipo de personagem eu quero montar pra daí me dizer as classes que combinam, e isso pra mim é bem desanimador. 

Então, caímos sem percebe na situação de que o 3D&T por mais que venha ser muito bom, por ter Vantagens e Desvantagens, classes totalmente loucas e uma imensidão de coisas, ele deixa muito de lado a ideia do D20, que é utilizado em basicamente a grande maioria dos jogos. E falando do D20, claro que o sistema pra muitos o melhor pra se iniciar é o Dungeons and Dragons ou mais conhecido D&D, e nem irei tocar nos assuntos de edições, pois eu conheço uma galera que prefere a 3º Edição em vez da atual que é a 5º, outro assunto pra outro post. D&D é um sistema perfeito para novatos, é bem explicativo, bem claro, as regras mesmo que sejam levemente chatas em alguns pontos, ainda sim são facies de se entender, eu mesmo gosto muito de jogar e mestre D&D porque dá pra criar inúmeras coisas. 

Eu falei de alguns voltados muito pro medieval ou fantasia, porém há uma gama gigantesca de jogos de terror por exemplo, Call of Cthullu é um desses por exemplo, mas ainda assim é um sistema que usa bastante do D20. Se você quer algo mais intenso, mais terror em questão pessoal e você como jogador querer matar o mestre por ele te fazer ficar com medo ou só raiva mesmo. Eu recomendo Vampiro a Mascara, estou iniciando uma mesa desse sistema que não usa do D20, mas sim o D10 e é um estilo diferente de rpg, é o famoso Storytelling, onde é um jogo muito mais voltado para interpretação do que só dizer "Eu vou atacar o goblin.... tirei 20... matei o goblin", há um adendo, existe uma diferença entre Storytelling e Storyteller, porém como falei antes, um assunto pra outro post. Voltando ao terror de Vampiro a Mascara, há quem diga que esse é um sistema muito bom para inciante, pois já cria o costume de interpretar o personagem, fingir ser aquele que você levou tanto tempo criando a ficha, sentir medo de morrer porque seus pontos de vida está baixo e dai por diante. Tal coisa que no D20 em geral, não acontece, é muita coisa tipo: "Meu personagem vai dizer que não está afim de ir pro outro reino" eu quando vejo isso, sinto vontade de dizer: Então diz que não quer ir, só dizer... É complicado.

Só um adendo que eu sei que tem muito sistema por fora, tipo 13º Era, RPG Quest, GURPS e por ai vai, mas são tipos de jogos que provavelmente que for jogar, não é um iniciante, o mestre da mesa sempre tem que trazer algo mais voltado para diversão, mesmo que esses jogos consigam cumprir com essa proposta, temos que ser sinceros em dizer que um Old Dragon ou D&D conseguem resolver essa questão mais facilmente. 

Eu particularmente prefiro muito Old Dragon, as regras são poucas e o próprio livro recomenda o mestre decidir as regras ao favor do jogo, por não ter Pericias, Vantagens e desvantagens, cria uma atmosfera de que o jogador precisa pensar no que fazer em vez de dizer que quer fazer algo e esperar as coisas caírem no seu colo, porque o mestre vai narrar tudo. 

Na verdade o que importa é começar a jogar, farei outros post's sobre como começar, como mestra pois as vezes você quer muito jogar, mas não tem ninguém pra mestra pra você, bem, levanta as mangas da camisa e coloca a mão na obra então, as vezes é muito mais divertido mestra do que jogar. 

Abraços do Yavo :D

15 de ago. de 2020

RPG de mesa e Tudo que gira em torno


RPG deixou de ser um hobby voltado para nerds e pessoas que não são tão descoladas e quase que sempre zoadas na escola, e virou quase que um habito pra muita gente que gosta de jogar vídeo game e ler livros, já que te dá a capacidade de ser quem você quiser. 

Olá Pessoas, eu sou o Yavo e nesse primeiro post, iremos conversa sobre como o RPG mudou de tal maneira que virou uma profissão para muitos, momento de lazer para vários e até ajuda nos momentos de depressão.  

Eu conheci o RPG de mesa por volta de 2012, bem no começo do meu ensino médio, na época eu jogava muito 3D&T e achava o meu sistema preferido, me lembro de ir pra escola somente por causa do RPG na hora do recreio que por sinal em 15 minutos nos conseguíamos fazer muita coisa. Talvez isso até seja um ponto para muitos jogadores antigos não curtirem muito introduções longas e muitos detalhes, parti pra ação é quase que o lema dessa galera, isso é justificável pois antigamente era muito difícil ter todo mundo livre pra jogar. 

Hoje em dia as coisas estão relativamente mais tranquilas, principalmente pra algumas pessoas. um exemplo disso é os jogos online, jogar online se tornou um habito tão normal que eu hoje mesmo estava mestrando uma mesa, eu aqui do Rio de Janeiro, e os jogadores tinha de São Paulo, Rio Grande do Sul, Argentina e até do Acre.

Conseguimos nos moldar pra tecnologia e continuar fazendo algo que nos amamos tanto, sobre as profissões voltada pra esse mundo, temos além de portais de noticias ou site voltado pra os jogos, temos e muito, mestres profissionais, temos empresas voltadas para miniaturas e editoras somente para publicar livros de manuais e coisas do gênero. 

Então como falei, deixou de ser um hobby e virou para muitos um estilo de vida. 

Abraços do Yavo :D

10 de ago. de 2020

O Heroísmo do Diego - Umbrella Academy

 

Já está podendo falar da segunda temporada de Umbrella Academy ou ainda é considerado um spoiler enorme e eu posso ser morto por isso? Já que pra alguns spoiler é como sentença de morte, e eu já soube de gente que deixou de assistir uma série maravilhosa ou um filme muito bom só porque soube qual era cor da camisa do vilão. 

Então já digo de cara que vai ter spoiler aqui nesse texto, leia já sabendo disso, pois não tem como eu aborda um dos meus personagens preferidos sem dizer sobre ele e como ele agiu tão bem nessa temporada, temporada essa que por sinal foi bem melhor do que a primeira. Umbrella Academy já conseguiu ser a melhor série do ano pra mim, obvio que até agora não foi lançado The Boys, mas, pelo menos, da Netflix Umbrella está nas alturas. 

Roubando a sinopse que a wikipedia me dá, eu vou dá essa introdução pra quem não conhece nada sobre UA: mais fácil abreviar

A série se inicia em 1989, 43 crianças nasceram inexplicavelmente de mulheres aleatórias, sem ligação entre si, que no dia anterior não apresentavam nenhum sinal de gravidez. Sete foram adotadas por Sir Reginald Hargreeves, um industrial bilionário, que cria a Umbrella Academy e treina seus "filhos" para salvar o mundo. Mas nem tudo correu como planejado. A família se desintegrou, e o grupo se separou na adolescência. Agora, os seis sobreviventes, já na casa dos 30 anos, reúnem-se novamente ao saber da morte de Hargreeves. Luther, Diego, Allison, Klaus, Vanya e Number Five começam a trabalhar juntos para resolver o mistério da morte do pai. Mas eles voltam a se desentender em razão dos conflitos causados pelas diferentes personalidades e habilidades – tudo isso em meio à ameaça iminente de apocalipse global.

Sim é uma série de super heróis, porém ela quebra toda aquela mágia que a Marvel adora colocar em seus filmes e séries, e toda aquela escuridão e drama que a DC coloca também não tem aqui. Na verdade tem um pouco de cada um, mas toda a série em si é bem única e simples de se entender. 

E dentre os vários personagens que tem na série, diferente da opinião do publico e da grande massa de críticos. Pra mim o melhor personagem da série é o Diego ou Número 2 para o Sir Reginald. E eu nem estou dizendo isso por causa do poder dele que é bem da hora, sim ele não se teletransporta ou viaja no tempo como o 5 ou sussurra palavras e controla as pessoas como a 3, mas ainda assim a ideia de poder controlar o trajeto de uma faca ou para uma chuva de balas pra cima de mim é algo bem interessante.

Todos os personagens são bem sofridos, todos ali não suportam o pai deles, talvez o número 1 aceite muita coisa e tenta sempre levar a situação para uma boa coisa, mas na segunda temporada podemos ver que nem ele teve paciência com o Sir Reginald. Só que dentre todos os sete irmãos, o único que demostra bem lá no fundo, um respeito e talvez amor pelo pai é o número 2 ou o Diego ou vulgo melhor personagem. 

Diego na primeira temporada tem uma participação bem neutra em toda trama, em quanto todos vivem suas vidas aleatoriamente, ele foi o único que permaneceu firme a ideia de ser um herói, na cabeça dele, ele tem o direito de ajudar a polícia prender alguns meliantes, mas a gente consegue ver que a polícia não gosta muito dele. Essa ideia que ele tem de que tem que ser um herói, de tem que ser aquele que vai salvar todos no final, parece muito e é tratado como piada em toda primeira temporada. 

Já na segunda temporada, podemos ver um outro Diego, acontece que antes ele lutava por algo que ele nem sabia se valia apena, ele sempre foi de todos os irmãos aquele que mais queria o reconhecimento do pai. Agora em 1963, onde ele sabe que tem um perigo eminente, sabe que o presidente vai morrer e ele sabe quem é a pessoa, ele está no lugar que isso vai acontecer faz na cabeça dele se sentir na obrigação de salvar o presidente. Tentaram fazer disso uma piada, mas quem presta atenção em toda a trajetória do personagem, fica obvio que pra ele, aquilo é mais importante que a própria vida, não é atoa que isso segue durante toda segunda temporada, ele nessa busca implacável de salvar o presidente. 

A dúvida então seria “Por qual motivo?” O pai dele, naquela reunião que eles tiveram, humilhou mais ainda ele, disse que ele se agarrava a esse pensamento de herói, no entanto ele era um inútil. não com essas palavras, mas foi como eu senti Eu penso que dentro do Diego, uma chama de heroísmo desperta seu coração pra o que ele acha correto. 

Diego se sobressaiu bastante nessa temporada, totalmente diferente da primeira temporada onde ele estava bem apagado, já nessa depois do número 5 ele roubou várias cenas, além de praticamente assumir a liderança da equipe, pois do Luther estava em uma vibe tão pra baixa que chega a ser chato em algumas cenas. 

Eu espero muito mais do Diego na próxima temporada, creio que ele vai levar pra frente esse pensamento de ser herói o tempo todo, ou vai firma mais ainda essa ideia, eu provavelmente vou ter que migrar para os quadrinhos pra ver mais alguma coisa. 

é isso, fim

Abraços do Yavo :D

5 de ago. de 2020

BNA e a Sociedade Toxica



Terminei recentemente o anime BNA, vou confessar pra vocês que depois que terminei Beastars eu estava em uma animação bem diferente para qualquer anime que tivesse estilo meio humanoide, e eu falo assim porque dizer "furry" é muito estranho pra mim, mesmo que aos poucos meio que alguns animes com esse estilo seguem bem a ideia de um furry. 

Bem, assisti BNA e minhas expectativas foram quase alcanças por completo, tem vários pontos incríveis nesse anime, bem técnicos mesmo como a trilha sonora, a iluminação e as cores bem vivas, pelo que parece o diretor adora um roxo e lilas, no entanto como nem tudo são flores, há também muita coisa estranha nesse anime, alguns furos de roteiro, algumas coisas que não dá pra aceitar, mas eu vou me centrar mais no rush, já que esse anime foi rushado, eu não li o mangá mas vi muita gente comentando que cortaram algumas coisas e aceleraram situações para encaixar na história que o anime trouxe, espero bem que na segunda temporada, pois é obvio que esse anime vai ter, eles consertem essa linha de produção deles.

O texto de hoje não vai focar nesse tipo de assunto, e por isso que eu já iniciei ele ali em cima, e já conclui para eu não ter que voltar a falar dele aqui, na verdade... Eu vou ainda sim fala do estúdio Trigger e dos seus animes, é um estúdio relativamente novo, faz umas produções ótimas, só que tem esse dedo no botão de velocidade que eu não entendo. 

A ideia que eu estou trazendo hoje, é sobre como eu entendi entre linhas como o anime quer nos fazer aceitar que ser diferente é estranho. Eu digo isso pois o anime passa boa parte dele aos olhos da Michiru, todo o mundo que conhecemos é graças a ela e as tretas que surgem depois quase todas ela está envolvida, então é bem óbvio que a história é contada por ela, e a situação que ela está no momento é o gatilho pra entender o motivo de o desejo de ser diferente causa tanta repulsa nela, e como isso é tão normal e mesmo julgando ela, no fim pensaríamos como ela.  

O enrendo do anime pra quem não assistiu ou não lembrá, é contando a história da personagem Michiru Kagemori, uma colegial que da noite pro dia acaba se transformando em um homem fera, e no primeiro episódio temos ela fugindo da cidade que ela vivia e indo para Anima City, uma cidade para homens feras, onde ela agora pode viver sua nova vida como animal. 

E ai que começamos a entender a ideia do anime e o porque da sociedade ser tão tóxica. Primeiro que há uma cidade feita para os homens feras, onde só pode entrar quem é um animal, humanos são completamente proibidos e a ideia da cidade é que essas pessoas podem viver em paz sem ter medo de serem atacadas, pois no resto do Japão, a galera é caçada ou simplesmente sofre aquele bullying maroto. E a Michiru acaba se transformando em uma tanuki, que é meio que um guaxinim? Talvez?. E os flash back que aparece dela ainda humana é raro ver ela e amiga dela falando sobre esses homem fera, ou ela sequer pensando sobre eles, como se ela fosse ensinada desde criança a não pensar ou não se importa com a presença deles. 

Por isso talvez que quando ela se transforma em um, seu mundo vira da noite pro dia, eu confesso que ficaria maluco também, mas esse espírito de negação que ela tem é no mínimo exagerado, como se todo o mundo dela tivesse sido destruído pois ela agora não é mais humana, eu entenderia se fosse por medo de ser caçada pela galera criminosa ou ser agredida, mas não, é só porque ela não queria mesmo, sim você pode achar que ela tem esse direito, e ela tem, mas venhamos e convenhamos que foi exagerado demais essa reação dela. 

Ai ela foi para Anima City, uma cidade feliz, e ela vai ter uma vida feliz? Obviamente que não, nunca nada é belo demais nos animes, sempre tem que ter o caos. E o caos nesse anime é que dentro dessa cidade também tem preconceito, você ver que alguns animais ali são tão babacas que faz parecer que os humanos são os "mocinhos" nessa história. 

O plot final do anime é que temos um homem fera de sangue puro que quer exterminar todos os outros homens feras pois pra ele, só a existência desses pobres animais é algo repulsivo. O cara se associa a humanos que possuem o mesmo tipo de desejo, algo inteligente, pois algum sábio falou uma vez que uma ideia só não é o suficiente pra matar alguém, mas essa ideia na cabeça de muitos não é algo bom. 

Eu não vou dizer aqui o final dessa primeira temporada, muito menos as reviravoltas que tem nela, eu quero mais é que vocês assistam o anime com esse olhar crítico para a sociedade que o anime nos apresentar. Uma sociedade bem opressora de ambos os lados da moeda, uma galera não muito amigável. De um lado humanos que tem essa repulsa pelos homens feras e quer a morte ou lucrar com a vida deles, e do outro lado os homens feras que em vez de protegerem os seus, se vendem para o ganho próprio. 

Não serei também estúpido de dizer que não há aqueles que são pessoas boas, pois o anime está repleto de gente legal, o casal que abre as portas para Michiru viver, o Shiru Ogami que talvez venha ser o personagem mais patriota desse anime, entre muitos outros. Só que a galera safada meio que é o dobro e isso é algo que querendo ou não tem que ser percebido. 

Assistam o anime, pois em toda sua estrutura ele é muito bom, promete algo e entrega bem o que é prometido, só que também é só isso mesmo, não vai muito longe não, defeitos bobos que podem ser corrigidos na segunda temporada. 

Abraços do Yavo :D