21 de jun. de 2023

E o live action de One Piece



Desde quando falaram que a netflix estava produzindo um live action de One Piece eu fiquei bastante preocupado, tendo em vista o grande caos que normalmente os live action costumam causar na gente. Mesmo que a netflix tenha acertado muito em live actions como de Fullmetal Alchemist e de Bleach, as pessoas ainda vivem os dias sombrios que foram os de live action de Death Note, principalmente porque eles quiseram americanizar uma obra tão bem construída com personagens japoneses, com uma história que se passa no Japão, completamente sem sentido. 


Ai logo em seguida veio os os live actions de Bleach e FMA que por sinal são ótimos, até FMA que tem uma história que passa-se na Alemanha, com personagens, nomes  e até contexto geral todos alemães foram muito bem interpretados por japoneses, o final deixou muito a desejar, muito mesmo diga-se de passagem, mas que no entanto deu pra entender o motivo, já que adaptar tudo em um filme, uma história tão complexa não é fácil.  


E já que estamos falando de coisas que são nem um pouco fáceis, esse live action de One Piece está dando o que falar desde o anúncio dele. Como eu disse, falaram que iriam fazer as pessoas já começaram a ficar desesperadas, imaginando que seria um novo Death Note, aí veio a divulgação dos atores e muito gente ficou criando inúmeros obstáculos e questionando se os atores eram bons ou não, porque sim, saiu do nada mil críticos de elenco do buraco do chão. 


Foi só vazar uma foto do set de filmagem que começou também uma enxurrada de críticas, dizendo que o barco estava feio, que não tinha nada haver com o anime, e ai me veio um enorme questionamento, como seria imaginar um navio pirata, com um animal na frente lá esqueci o nome de uma maneira “bonita”?


E aí lançou o trailer que dividiu bem as opiniões, teve muita gente que gostou, muita gente que não gostou, mas como não sou um portal de notícia ou sequer jornalista, eu só estou ouvindo as coisas que eu quero ouvir, então só estou acompanhando as noticias boas e vendo vídeos dos atores cada vez mais entregues nesta obra, pois fale o que quiser, eles estão muito empenhados. 


Claro que não posso negar a dificuldade que deve ser adaptar One Piece pra live action, eu imagino que seja algo tremendamente difícil sabe, mas tenho fé que a netflix não vai estragar “muito” a obra original. 


28 de mai. de 2023

Qual é a magia das aberturas de animes?


Mesmo pulando toda abertura depois do terceiro episódio dos animes, pois já conheço a música e tudo mais, eu não posso deixar de falar que abertura de anime sem sombra de dúvidas é o ponto forte de muitas obras, pois toda abertura tem um pouquinho de spoiler, ela vai animar você para o episódio que vai começar e acima de tudo ela entrega muito do que a animação pretende trabalhar na obra. 


Claro, também sei que não sou o único que já se pegou assistindo uma abertura de anime que gostou tanto, que acabou parando o episódio nem no começo e indo pro youtube caçar a banda que fez abertura. E aí depois disso é só ladeira abaixo, pois o episódio em questão nunca mais será assistido ou pelo menos você vai demorar muito, pois uma música vai levar a outra, que vai levar a outra e quando você vê, nem lembra mais o anime que você escolheu para assistir. 


Eu gosto de pensar que isso que é “a magia das aberturas de animes” já que sendo bem sincero é meio que uma magia mesmo, você se encantar tanto com uma abertura e se você assim como eu tem nas costas aí mais de 200 animes assistidos, vai procurar uma música e quando percebe reconhece uma outra de um outro anime que você assistiu há meses atrás, aí você vai caçando aqui e ali e vira a tal bola de neve sem fim que eu já comentei.


O único triste é que eu não consigo sentir a mesma coisa pelos encerramentos, dificilmente eu vejo alguém falando que os encerramentos são legais, ou criando sei lá um top 10 de melhores encerramentos, eu acho que isso acontece muito porque muita gente assim como eu, já fecha o episódio quando vê que acabou e perde toda música de encerramento, talvez uma boa jogada que eu vejo muitos animes fazendo isso há anos é colocar uma pequena cena no fim do episódio, mas aí, assim como muita gente pula abertura para já começar o episódio, quem não me garante que essa galera não vai pular também o encerramento. 


No geral, aberturas de animes são sensacionais, essa animação, esse hype que muita abertura consegue trazer é contagiante, muitos animes até parecem AMV, pois conseguem transmitir bem a visão de um fã para obra. Colocando cenas importantes, ou aqueles leves spoilers que não vão estragar a experiência de quem for assistir. Valorizem as aberturas de animes, pois tem muito anime que é carregado pela música inicial.


7 de mai. de 2023

A crise dos 20 e pouco anos



Todo mundo já passou dos 20 anos, ou ainda vai passar, mas o que todos nós já ouvimos é sobre a “crise da meia idade” que é quando alguém um pouco mais velho já está entrando em desespero por se imaginar mais velho e ai começa a surta com coisas bem bobas, começa a ficar mega infeliz e achar que não tem mais razão para viver, para alguns bobeiras, para muitos é uma realidade. 


Hoje por acaso, eu trago para todos nós essa conversa, porém mudando um pouco as idades, pois pelo incrível que pareça hoje vivemos também: a crise dos 20 e poucos anos, pois pode te pegar dos 20 aos 29. E acredite se quiser é algo muito comum e todo o mundo já passou por isso ou sequer pensou alguns minutos em alguns dos pontos que irei trazer aqui. Óbvio que eu não sou psicólogo, e tudo que estou falando aqui é apenas o mais puro e sincero achismo e convicções de alguém que tem seus 26 anos e já se pegou pensando muito e sofrendo por coisas que não tem nem o porquê sofrer. 


Já podemos começar a dizer que ansiedade e depressão, os dois grandes males dos dias atuais, não é algo novo, não é algo que veio nos últimos dez anos, como se simplesmente surgisse do nada. Acontece que sempre esteve ao nosso redor, essas doenças mentais sempre perseguiram a gente, a diferença é que hoje em dia todo mundo se sente nem sempre a vontade para falar sobre, e antigamente nossos pais e avós eram forçados a esconder ou mascarar essa dor com os argumentos de: “pobre não tem tempo pra ficar triste não” ou “isso ai é tudo frescura, é falta de trabalho” ou para os religiosos fervorosos “é falta de Deus, está em pecado”. Nossa geração não é a geração do mimimi, não é a geração que se dói com tudo, é a geração que não aceita mais ouvir besteira de ficar calado, ou sentir dores, a pressão subir, ficar sem dormir tudo isso por causa de coisas que a própria pessoa não consegue resolver. Nós não somos fracos ou covardes, somos apenas pessoas tentando sobreviver em meio ao caos. 


E aí que vem a crise dos 20 e poucos anos, pois a gente começa a perceber que por mais que trabalhemos, estudemos e tudo mais, nunca seremos como os nossos pais, já que é bem comum ouvir: “Nossa na sua idade eu já tinha carro, casa e dois filhos.” E eu acredito que sim, pois querendo ou não naquela época para quem trabalhava bastante em um emprego “ok” conseguia conquistar as suas coisas se conseguisse juntar dinheiro. Casas ou apartamentos, terrenos, carros ou motos, tudo isso antigamente era muito barato, e hoje em dia uma casa na porta da favela ou qualquer lugar perigoso aqui no Rio, não sai por menos de 100 mil reais. O terreno da minha família, na qual tem a casa hoje da minha mãe e a minha que eu construí, está avaliado em mais ou menos uns 100 mil, ou 90 mil… Porém em 2009 o meu pai comprou por 13 mil, teve muita reforma, teve bastante coisa, uma nova casa foi construída também no terreno, mas parando para pensar que de 13 mil para 90 mil é muita coisa né? Com 90 mil em 2009 meu pai comprava uma mansão..


Já hoje em dia, tudo é caro, tudo é difícil, eu só tenho a minha casa própria, que por mais que seja no terreno da minha família, se eu fecho a porta eu tenho toda a minha privacidade, eu só consegui ter isso, pois eu tinha um espaço no terreno aonde eu pude fazer o que eu bem queria. Mas eu conheço muita gente que não teve essa oportunidade e nem sequer tem previsão para ter sua própria casa, isso falando de alguém que trabalha e trabalha muito, que se priva de sair para vários lugares, só para juntar dinheiro na expectativa de ter algo. Carro então? É algo que eu nem sei quando vou ter um, porque é algo que está muito acima do meu orçamento.

Então se existe as pessoas com seus 50 anos que estão na crise da meia idade, pensando no que será que irão fazer daqui pra frente e tudo mais, tem também muito jovem, que acabou de sair da escola, entrando na faculdade e percebendo que o mundo é muito injusto, que carro, moto ou uma casa é algo que virou artigo de luxo e não pequenas coisas que temos que ter para sobreviver. 


Porém ainda há luz no fim do túnel, como falei as coisas vão acontecer uma hora ou outra, e mesmo você com seus 29 anos e ainda mora com os seus pais pois não consegue sair pra ter uma casa própria, em algum momento você irá conseguir. Pode demorar? Pode não, vai! Mas vai chegar seu momento, só não se priva de viver sua vida, pois o cemitério já tem gente demais que deixou de viver por coisas bobas. 


Sobrou dinheiro? Pagou todas suas contas, é um dinheiro que realmente sobrou, uma dica de coração, vai sair, vai pro shopping, ou parque, vai para praia ou até uma piscina, jante fora, ou vai comer um podrão na esquina da sua casa. Eu tenho minha casa, mas estou começando a construir uma maior nos fundos do terreno, quero muito ter um carro, mas eu sei que isso vai demorar, enquanto isso não acontece, eu estou vivendo o meu presente com a minha namorada, saindo para vários lugares, comendo bastante, se divertindo bastante, pois eu sei que no futuro eu vou ter algo e eu não estou nem um pouco ansioso para ter isso, muita coisa já tira o meu sono, aumenta a minha pressão e me dá dor de cabeça, agora as coisas que ainda não conquistei? Não não. Para mim é muito melhor ter pequenos sonhos e desejos, e saborear cada conquista, é isso que me dá aquela bomba de dopamina no cérebro. 


Viva meus amigos, há vida é muito curta para ficar esperando o pagamento cair e já pensar nas contas do próximo mês 

24 de abr. de 2023

E quando o final é ruim?


O que fazer quando se cria expectativas de algo, mas no fim, o final ou a linha de chegada, acaba sendo algo tremendamente decepcionante? Seria um pouco da nossa busca interminável pela felicidade que acaba ofuscando toda a ideia de que o processo também vale a pena? Eu particularmente penso nisso, que o processo, a caminhada, a aventura vale muito mais a pena do que o final. O final é apenas uma consequência de tudo que você passou, e quem faz o final ser ruim ou bom é apenas você… 


Motivo que me faz escrever esse post é por causa de um livro que eu li esse mês e terminei ontem, na hora, no momento exato que acabou o livro eu fiquei indignado e eu lendo com a minha namorada, fiquei pelo menos uns dez minutos reclamando, mas hoje após acordar, tomar um belo banho de sol, aquela recarga maravilhosa de vitamina D e depois de um belo copo de café, eu comecei a rever um pouco o meu pensamento sobre o livro. 


A Culpa é das Estrelas, um livro de John Green, que nos meados de 2012/2013 todo mundo na minha escola só falava desse livro, aí veio o filme e explodiu mais ainda a fama não só do autor, mas também da obra. Eu nunca peguei para ler, pois eu sabia que tinha uma pegada de drama e eu particularmente fujo de todo tipo de obra que envolve drama, é algo que eu não gosto de ver, me trás uma sensação absoluta de desespero. Mas minha namorada, muito persuasiva, trouxe essa história para o clube do livro.


Creio que já comentei aqui sobre o clube do livro, senão, é basicamente algo que eu e minha namorada criamos juntos, onde todas as noites, por pelo menos uma hora, lemos um livro juntos, cada um ler um capítulo e no final dos capítulos vamos comentando um pouco do que achamos, a culpa das estrelas entrou no clube, e a gente leu juntos, eu chorei, me indignei, rir horrores e no fim como já comentei, eu odiei, ou pelo menos achei que odiei. 


Por viver em uma sociedade muito imediatista, eu fico aficionado em saber o final das coisas, ou ficava na verdade, até começar a ler com mais intensidade, já que se tem uma coisa que livro é muito bem usado é quebrar essa barreira de que o fim é o resultado de tudo, na verdade o fim está lá pra ti, você pode a qualquer momento abrir a última página e ler o final, só que isso acaba por se tornar chato, e aí todo desenrolar da história é muito melhor de se acompanhar.


A história de Hazel e Gus, o romance, as aventuras que ambos viveram é algo que inspira, você sabe que ambos são bombas relógios ou como eles mesmo dizem, são granadas e que a qualquer momento podem explodir, causando dor há todos ao redor, inclusive aos leitores, mas você está ali, lendo e se aprofundando mais na história, tentando entender os porquês de cada personagem fazer ou falar cada coisa. Um dos personagens mais odiados por muitos, inclusive por mim no começo foi o: Peter Van Houten, o autor do livro preferido da Hazel, no começo da história você fica querendo matá-lo, de tão babaca, porém você descobre que ele também tem uma história ruim… Que ele também é um ser humano, com dores, traumas nem um pouco curados, medo e muitos medos… Peter se tornou meu personagem preferido. 


O final de a culpa das estrelas, não é que é ruim… Ele é emblemático, é um final que se conecta com o livro preferido da Hazel, que você precisa entender o final daquele livro, para aí entender o final desse. E o que eu tirei dessa obra é que tudo que acontece nela é muito mais interessante do que o fim, que o processo, a aventura foi muito mais satisfatória, agradável de tal maneira que seria muito mais interessante ficar preso em um loop só vivendo e vivendo a viagens que eles fizeram a Amsterdã por exemplo…


O fim ele é inevitável, não tem para onde corremos, você pode ficar sentado, em pé, lendo livros, vendo animes, chorando, sorrindo, seja lá o que for fazer ou não fazer, mas no fim o seu final vai chegar, a sua história vai se concluir, seja longa ou não, e assim como Gus, eu tenho medo, bastante medo de ser esquecido, de que passe anos e mais anos e esqueçam quem um dia eu fui.


O que aprendi com esse livro é que devemos viver o momento, da melhor maneira possível, pois a vida é uma só, não espere chegar no lugar para começar a fazer algo, não espere ter algo para começar a ser feliz, não espere ser feliz para se sentir realizado, faça tudo agora, viva o agora, aprenda com seus erros e tire o melhor do pior. 


Gus foi um dos melhores personagens que tive o prazer de conhecer, as falas, a maneira como ele pensava, tudo nele sem sombra de dúvidas, me ensinou muito sobre como olhar a vida. A culpa das estrelas é um livro incrível, só tem que saber como ler e como entender a história que John Green quer nos contar. 


22 de abr. de 2023

A eterna sensação do passado


É tão difícil seguir em frente né? Principalmente quando tudo te faz ou pensar no passado ou te puxar para o passado mesmo, essa sensação de que se você continuar ou sequer dê um passo em direção ao futuro incerto, até porque para alguém que se prende muito ao passado, o futuro nunca está claro, então só de pensar em dar esse passo para o futuro, já causa uma ansiedade tremenda, pois na sua cabeça, como você pode ir adiante se tudo ainda te puxa para trás?

Esse post me veio à mente, pois algumas coisas aconteceram nesse meio tempo e eu estou muito preso nessa sensação, a mudança de nome do blog por exemplo, na qual tudo estava certo, mas acabou se complicando e eu voltei atrás, a sensação de que eu quero cada dia mais me afasta um pouco dos animes, já que não é mais um mundo que eu tanto amo como antigamente amava, porém eu acabei também me vendo sendo puxado para trás, ou até na minha vida pessoal, aonde eu mesmo já em outro trabalho muito mais felizes e sentindo-se realidade, no entanto toda hora eu me vídeo pensando no passado… Sabe o passado é tóxico, em sua grande maioria. 

A sensação de está preso ao passado, vai muito também da ideia de que você é um refém da sua mente, é um refém dos seus traumas, os seus traumas eles muitas vezes moldam e sempre irão moldar não só você, mas também tudo que você um dia pensa ser ou fazer. E eu não estou falando de traumas envolvendo aonde você é vítima, onde alguém te sacaneou, não, estou falando de traumas onde você mesmo fez algo e hoje tentar ser alguém melhor. Como seguir adiante se o que eu fiz no passado vive me martelando 24h por dia? 

E olha eu sei muito bem que é fácil dizer: “Ah cara, se você se arrepende do que fez e hoje tenta melhorar, já é algo bom, você está livre disso” Claro que é fácil dizer isso, não foi você que fez tais coisas… Eu mesmo vivo me martelando com coisas que eu nem deveria mais pensar, assuntos que morreram pra mim, coisas que o Edson de hoje em dia não só repudia, como também não gosta de falar, então não seria mais fácil deixar o passado para trás? Sim seria, porém como eu disse: nós somos reféns da nossa mente. 

A sua mente e eu acho que ela pode ser um pouco parecida com a minha, sempre vai tentar dizer para você “ah você acha que está tudo indo bem? Que você merece tudo que está conquistando? No entanto você lembra que há dois anos atrás você fez tal coisa…” E aí meus amigos, você já começa a se sabotar e se entregar ao fracasso que até então nem está pairando sobre você. Eu sou cristão, mas não concordo quando dizem que esse tipo de pensamento é o inimigo tentando te derrubar, pois sinceramente, não creio que seja o inimigo, eu imagino que seja só você vivendo uma das piores síndromes que é a auto sabotagem. 

E se por algum acaso você entrou aqui na esperança de que eu iria ajudá-lo há encontra a bendita luz no fim do túnel, poxa meu amigo, me desculpe, pois eu assim como você também estou caçando ela. 

Óbvio que um atalho nesse meio do caos que pode e vai te ajudar muito a largar de vez o passado é: Terapia. Todo mundo sabe e não adianta bater o pé dizendo que não serve para você se você nem sequer fez, pois a terapia ajuda e muito a gente a resolver esses problemas. 

Eu digo por mim, como eu falei, também me encontro perdido tentando encontrar há todo tempo a luz no fim do túnel, pois eu vivo também pensando muito no passado, no entanto isso é só nos dias muitos ruins, já que nos dias bons, eu nem penso no passado tão pouco penso no futuro e eu irei escrever só isso também eu vivo o presente, e olha o presente como o próprio significado do nome é uma dádiva, quando você aprender a viver o presente, até aquele cafezinho de manhã é uma maravilha para se tomar…