13 de jan. de 2025

Ano novo, Vida nova

 


Olá meus amores, 2025 acabou de começar, hoje é a segunda, segunda do ano e eu acho que posso dizer já com exatidão que de fato o ano finalmente deu seu ponta pé inicial certo? Muita gente gosta de dizer que aqui no Brasil o ano só começa depois do carnaval, e tudo meio que encaminha pra isso acontecer, tanto na época da escola quando eu estudava que os professores nem levavam a sério as faltas dos alunos e nem davam matérias de fato importantes, pois tinha gente ainda viajando o que para mim é o ápice do que se pode chamar de gente com dinheiro, pois está viajando em pleno final de fevereiro ainda, como se mantém? 


Mas não só pela escola, muitos comércios também demoram para engatar, ou trazer novos valores de mercadorias, serviços importantes como correios e coisas do tipo também só vão funcionar pra valer depois do carnaval, tudo isso graça há esse costume criado nesse país que tanto amamos viver. 


No entanto para mim o ano já começou, 2025 já está aí, já temos muito o que viver e experimentar certo? Esse ano o blog comemora seus 13 anos de existência e olha… Se tem uma coisa na qual eu me surpreendo é como eu ainda não desapareci desse lugar, muitos altos e baixos me cercaram no ano de 2024, eu praticamente quase não vi um anime sequer, interação com universo dos animes foi quase que nulo, o que eu quero resetar para esse ano, os posts aqui também foram pouquíssimos o que é de se esperar, já que não vi anime, não li mangá, não respirei o mundo otaku direito. 


No ano de 2024 comecei a utilizar muito mais o tiktok, comecei produzir conteúdo para lá e por isso dei uma pausa por aqui, mas no fim eu optei por voltar pois aqui é de fato o meu lugar e lá não é bem aquilo que me agrada tanto. 


Então para 2025 eu espero viver mais, experimentar mais coisas novas, trabalhar muito mais do que em 2024 e claro me conectar novamente ao meu mundo que sempre me salvou durante minha adolescência rebelde. Já que esse ano eu faço 28 anos, porém quando comecei isso aqui eu tinha apenas 15 anos, eu vivia o ápice de uma adolescência rebelde, na qual ninguém me ama, ninguém gosta de mim, odeio tudo e todos, e só os animes podiam me salvar…  Então é muito injusto eu deixar de lado esse mundo que eu amo de coração. 


Que 2025 tenhamos muitos animes bons para assistir. 


17 de dez. de 2024

Astro Bot ganha como jogo do ano, e os nerd se revoltaram.



Nos bastidores da cultura pop, poucos eventos são tão aguardados quanto o anúncio do Jogo do Ano no maior prêmio da indústria de games. É um momento que celebra a excelência, mas também costuma gerar debates acalorados. Este ano, a escolha de Astro Bot como Melhor Jogo do Ano deixou muitos nerds e geeks divididos, com alguns aplaudindo a vitória enquanto outros expressaram uma revolta apaixonada nas redes sociais. Mas por que tanta polêmica?


Antes de mais nada, Astro Bot é, inegavelmente, uma obra-prima técnica e artística. Desenvolvido como uma carta de amor aos jogos de plataforma, ele combina gráficos impressionantes, um design intuitivo e uma jogabilidade que utiliza de forma criativa os recursos do hardware. Contudo, essa mesma qualidade o coloca em um terreno sensível: a percepção de que ele é "muito seguro" para merecer o título de Melhor Jogo do Ano.


Muitos fãs esperavam que o prêmio fosse para jogos que marcaram 2024 com narrativas profundas ou mecânicas revolucionárias, como Elden Chronicle ou Legends of the Void. Esses jogos, com histórias densas e sistemas inovadores, são frequentemente celebrados como os exemplos máximos de como os games podem transcender a simples diversão e se tornar experiências artísticas impactantes. Astro Bot, por outro lado, foi visto por alguns como uma escolha mais acessível e familiar, o que gerou a sensação de que a indústria estava "jogando pelo seguro".


Outro ponto de conflito é a nostalgia embutida em Astro Bot. Apesar de ser uma homenagem apaixonada aos clássicos, essa abordagem também carrega o risco de alienar uma parte da comunidade que busca novidades e avanços radicais. Para muitos geeks e nerds, o prêmio deveria ir para algo que desafiasse as convenções e expandisse os limites do meio, não para uma celebração do passado, por mais bem-feita que seja.


Também há uma questão de representatividade. Jogos indie e títulos que exploram temas mais profundos ou sociais muitas vezes encontram dificuldades para competir contra produções de grandes estúdios. A vitória de Astro Bot reforça a percepção de que os jurados ainda priorizam títulos com orçamentos gigantescos e apelo mainstream, deixando de lado os games que ousam ser diferentes.


Por fim, a revolta também reflete a paixão que define a comunidade gamer. O Jogo do Ano não é apenas um prêmio; ele simboliza o que foi mais significativo na cultura dos games em um dado período. Quando essa escolha não ressoa com as expectativas, o debate é inevitável.


Seja como for, a polêmica em torno de Astro Bot é um lembrete do quão diversificada e vibrante é a comunidade gamer. Mesmo que nem todos concordem com o vencedor, o que realmente importa é a paixão e o entusiasmo que fazem dos games um dos pilares mais emocionantes da cultura pop.

10 de nov. de 2024

Os Irmãos Grimm e as Facetas do Horror: Cinderela



Todo mundo já assistiu ou leu algo sobre os irmãos Grimm certos? Dois irmãos alemães que pegaram todas as historias fofinhas de criança e trouxeram o lado macabro delas, uma visão bem de terror sobre tudo, ou talvez a Disney pegou as histórias macabras e transformou em algo fofo, agora eu estou meio perdido. 

Todavia, a Netflix acabou de lançar uma serie animada, no estilo anime que tanto amamos, trazendo um outro lado para esses contos dos Grimm, eu diria que é um lado muito mais terror, não é atoa que o nome é "Facetas do horror", talvez na reunião pensaram: Aonde podemos piorar toda a situação? E ai chegaram no resultado do episódio de hoje: Cinderela. 

Se você pensa que conhece a história da Cinderela, prepare-se para ter sua mente explodida. Esse episódio transformou o clássico conto de fadas em um thriller psicológico que vai te deixar arrepiado. 

A gente já começa percebendo que essa versão é bem diferente daquela que a gente cresceu ouvindo, esquece a Cinderela doce e bondosa; aqui, a coisa fica bem mais sombria. A série reimagina a história de uma maneira que dá um toque macabro e, sinceramente, perturbador. 

Logo de cara, a vilã – que sempre foi malvada, claro – ganha uma profundidade insana. A madrasta meio perdida em toda situação, quase sendo uma grande vitima de tudo, diferente do que temos como costume e as irmãs postiças são mostradas com uma crueldade fria que vai além da inveja simples que conhecemos. E não é uma maldade óbvia, não. É o tipo de maldade que se desenrola aos poucos, te pegando de surpresa na metade do episódio, uma mistura profunda de inveja e raiva.

A narrativa faz um trabalho fantástico em nos mostrar essa transformação lenta da vilã. O que começa com pequenas maldades e manipulações vai se intensificando, e quando a gente se dá conta, tá todo mundo com o queixo no chão de tão psicopata que a vilã consegue ser.

E, sério, os detalhes são de arrepiar. A série não poupa esforços para criar cenas de verdadeiro horror psicológico. A mistura de suspense com elementos de terror clássico deixa a gente tenso do começo ao fim. A cada momento, você fica se perguntando: "O que mais essa vilã pode fazer de terrível?" E, spoiler: é muita coisa.

"Os Irmãos Grimm e as Facetas do Horror" conseguiu transformar um conto que era quase uma historinha pra dormir em um pesadelo acordado. E quer saber? Eu estou adorando essa nova perspectiva. Então, se você é fã de histórias de terror e adora um bom plot twist, essa série é definitivamente pra você.

Falo abertamente que você não deveria tomar um partido, escolher uma personagem para se apegar, todos ali tem seus lados obscuros, além claro da vilã que nitidamente é uma controladora que sabe muito bem aonde utilizar suas armas. 

É releitura muito boa, e eu recomendo para todos.

26 de out. de 2024

Dandadan: Um Anime Onde a Loucura é a Nova Comédia

 


Se você curte animes que abraçam o caos sem medo e fazem isso de uma forma inovadora e hilária, então "Dandadan" é exatamente o que você precisa assistir. Desde os primeiros episódios, fica claro que este anime está em uma categoria à parte, combinando elementos sobrenaturais, alienígenas e lutas insanas com uma comédia que, apesar de absurda, é surpreendentemente simples e eficaz. E eu esperei termina pelo o que parece o primeiro arco do anime, somente pra ter certeza do que eu estava falando.


A trama de "Dandadan" é, por si só, uma viagem. Momo Ayase, que não acredita em extraterrestres, e Ken Takakura, um nerd que não bota fé em espíritos, acabam se envolvendo em situações completamente surreais, de abduções alienígenas a possessões espirituais, tudo em uma questão de minutos. E é justamente aí que o anime brilha. O roteiro não tem medo de jogar os personagens no meio do absurdo, mas faz isso de um jeito que tudo, por mais maluco que seja, funciona dentro do seu próprio universo.


O anime não segue o caminho previsível dos shounens ou sobrenaturais mais tradicionais. Ele mistura gêneros e brinca com as convenções que estamos acostumados a ver, criando uma narrativa única, imprevisível e incrivelmente divertida. Cada nova loucura que acontece só te puxa mais para esse mundo esquisito e cativante.


Uma das grandes sacadas de "Dandadan" está na forma como ele consegue inovar, mesmo dentro de um gênero que já tem tantas fórmulas estabelecidas. O anime não se prende àquela velha estrutura de “monstro da semana” ou à necessidade de explicar demais o que está acontecendo. Pelo contrário, ele aposta em uma progressão frenética, cheia de reviravoltas, mas que nunca deixa o espectador perdido.


Além disso, o equilíbrio entre ação e momentos mais cômicos ou emocionais é feito com muita inteligência. Mesmo com cenas de lutas épicas e situações de vida ou morte, o anime encontra tempo para desenvolver os personagens e suas relações de forma genuína, o que só aumenta a imersão e nos faz torcer por eles, mesmo quando estão lutando contra… bem, alienígenas bizarros e espíritos vingativos.


Agora, falando sobre comédia, o grande trunfo de "Dandadan". Enquanto outros animes tentam criar piadas forçadas ou exageradas, aqui o humor surge de forma natural, principalmente nas reações dos personagens às situações malucas que enfrentam. A relação entre Momo e Ken, por exemplo, é um show à parte. O contraste entre a personalidade direta e durona de Momo e o jeito nerd e exagerado de Ken cria uma química perfeita para o humor..


Definitivamente. "Dandadan" é um anime que quebra expectativas e entrega algo fresco e inovador. O caos que domina a narrativa é o que torna a experiência tão única, e a forma como o roteiro equilibra ação, comédia e desenvolvimento dos personagens é algo raro de se ver. Se você está procurando um anime que foge do convencional, com uma comédia eficaz e um roteiro que não tem medo de ser diferente, "Dandadan" vai te surpreender de todas as formas possíveis.

1 de out. de 2024

Um filme sobre encolhimento, que me fez pensar

 


Eu acabei de assistir o filme Pequena grande vida, e vou falar pra vocês, eu fui com uma ideia de que o filme seria sobre diminuir, mostra como é o mundo pequeno, o ponto de vista dos personagens, que seria uma loucura sem fim, e no fim, eu sai dele refletindo sobre minha vida, sobre escolhas que eu procrastino para tomar e coisas do tipo. 


Eu comecei assistir, pois eu achei muito interessante a ideia inusitada de reduzir as pessoas de tamanho como solução para os problemas do mundo. Mas o filme usa isso como uma metáfora pra falar de algo bem profundo: como é difícil a gente acreditar em algo completamente novo, deixar o passado pra trás e encarar mudanças absurdas.


O protagonista, decide embarcar nessa de se encolher pra viver uma vida diferente. Só que, mesmo assim, ele fica preso às mesmas preocupações e medos que tinha antes. Essa ideia de "vou mudar, mas e se tudo der errado?" é super real. Mudar de verdade não é só sobre tomar uma decisão e pronto. A gente tem que abrir mão de muito do que conhece e aceita como certo. É como se disséssemos adeus à nossa zona de conforto, e isso apavora. Principalmente vindo de um personagem que a gente já viu que ele não é algo bem resolvido com seu passado, desistiu de coisas aqui e ali. 


No fundo, o filme mostra como, por mais esquisita que uma mudança pareça, ela pode nos levar a algo muito maior do que imaginamos. Só que isso exige coragem não só pra enfrentar o novo, mas pra largar quem éramos. É aquele medo de errar, de perder o que já temos, mesmo que o que venha depois possa ser muito melhor.


Então, no fim das contas, Pequena Grande Vida fala sobre encarar desafios que parecem absurdos, mas que, na verdade, nos forçam a crescer. Mesmo que o caminho seja difícil, vale a pena dar o salto, né?


Se essa pergunta for para mim, eu digo "Sim, vale a pena", olhando pelo vida do protagonista, as coisas que ele desistiu de fazer e viver, e essa nova oportunidade, deixando de lado tudo que ele tinha, uma casa, amigos, uma esposa que desistiu, eu também ficaria apreensivo, porém o protagonista brilhou de tal maneira, as experiências que ele vive no filme, já responde essa pergunta, por isso, eu digo que no lugar dele, eu daria esse salto.