21 de fev. de 2025

Mangá bom, anime ruim.


Se há algo que o mundo dos animes nos ensinou ao longo dos anos, é que nem sempre uma obra-prima do mangá resulta em uma adaptação digna. E infelizmente, Ubel Blatt parece ser mais um caso onde as promessas grandiosas desabam sob o peso de uma execução falha.


O mangá, sempre foi um prato cheio para os fãs de fantasia sombria. Com uma trama repleta de vingança, batalhas intensas e dilemas morais, a história acompanha Koinzell, um guerreiro misterioso que carrega um passado trágico e busca justiça contra os chamados "Sete Heróis", que na verdade são traidores. A arte detalhada e os combates brutais, aliados a uma narrativa bem construída, fizeram do mangá um sucesso cult ao longo dos anos, na qual eu mesmo gosto de dizer que junto de Berserk são obras que detalham muito bem o que é um dark fantasy.


Porém, quando o anúncio de um anime surgiu, os fãs ficaram divididos entre animação e preocupação. E, infelizmente, as piores previsões se concretizaram. A adaptação não só falhou em capturar a grandiosidade da obra original, como também caiu em erros clássicos de produções apressadas e mal planejadas, e podemos colocar muito bem essas duas coisas em questão, uma produção muito apressada e extremamente mal planejada.


O primeiro grande problema do anime é a sua qualidade técnica. Enquanto o mangá se destaca por suas ilustrações detalhadas e um estilo visual denso, a animação optou por um visual genérico e sem vida. Os combates, que deveriam ser brutais e impactantes, parecem coreografias sem peso, muitas vezes prejudicadas pelo uso exagerado de CGI/3D de baixa qualidade.


Além disso, o ritmo da adaptação parece não respeitar a profundidade da obra original. O mangá possui uma construção de mundo meticulosa e um desenvolvimento de personagens que demanda tempo para ser absorvido. No anime, porém, essa construção foi sacrificada em prol de uma narrativa apressada, que tenta encaixar arcos inteiros em poucos episódios.


Outro ponto crítico é a censura. Ubel Blatt nunca foi uma obra para os fracos de coração. Ele aborda temas como traição, abuso de poder e vingança de forma crua, sem amenizar o impacto emocional da jornada de Koinzell. No entanto, a adaptação suavizou cenas importantes, removendo ou alterando elementos essenciais para a atmosfera sombria da história. Isso não apenas enfraquece o impacto dramático, mas também afasta a identidade que fazia do mangá algo único


Então a pergunta que se cria é: vale a pena? A resposta que eu posso dar é: se você gostou do mangá, finja que esse anime não existiu, e se você está vendo anime e quer ir pro mangá, vá ler o mangá e segue a minha primeira dica.

15 de fev. de 2025

O protagonista que faz o que queremos



Qualquer pessoa que esteja assistindo essa obra de arte que é Solo Leveling já criou seu carinho pelo o Jin-Woo já que ele é simplesmente um dos protagonistas mais fortes que já apareceram. E nem é à toa que todo mundo gosta dele. Ele basicamente entrega tudo que a gente quer ver em um personagem principal, e de um jeito muito satisfatório.  


Pensa só: no começo da história, o cara é considerado o caçador mais fraco do mundo. Nível E, mal consegue sobreviver nas dungeons, geral zoa ele, e a gente fica naquela de "pow, dá uma chance pro cara". E aí vem o momento chave: ele ganha um sistema que permite que ele fique mais forte treinando sozinho. Daí pra frente, ele vira uma máquina de evolução absurda, parece um pokemon.


O que faz ele ser tão daora é que ele não fica só forte — ele esmaga geral com estilo. Sabe aquele tipo de luta que faz você pensar "meu Deus, esse cara é um monstro"? É isso. Ele destrói inimigos, cria um exército de sombras absurdamente poderoso e ainda mantém aquela vibe fria e calculista, sem virar um babaca arrogante.  


E mesmo com todo esse poder, ele continua sendo um cara com quem a gente se conecta. Ele tem um motivo real pra lutar, se preocupa com a família e os amigos, e dá pra ver que ele não esquece de onde veio. Isso deixa ele ainda mais cativante, porque ele não é só um brutamontes overpower sem personalidade.  


No fim das contas, Jin-Woo é o protagonista que a gente sempre quis ver. Ele cresce de um jeito insano, entrega lutas épicas e tem presença. E é por isso que todo mundo que lê e agora está assistindo Solo Leveling acaba viciado na história dele, e facialmente esse anime vai ganhar de novo como o melhor anime do ano. Já que esperar por um episódio novo todo sábado já virou rotina na vida dos otakus, assim como era com Attack on Titan anos atrás. 

31 de jan. de 2025

Como não criar um protagonista em: Fuguushoku Kanteishi

 


Titulo meio extenso, para um post bem curto, apenas trazendo minha opinião sobre o terceiro episódio de Fuguushoku Kanteishi ga Jitsu wa Saikyou Datta, um anime com um começo bem interessante, bem animado, um plot meio genérico só que ainda assim muita gente para pra assistir, porém conseguiu no terceiro episódio dá uma freada boa na história que me deixou bem triste.


Obvio que nem preciso dizer que esse post haverá spoiler certo? Mas você que chegou aqui talvez já tenha noção que durante a temporada as vezes me pego fazendo esses tipos de comentários. Enfim, como todo anime com essa pegada de fantasia e com uma evolução de personagem sempre tem um certo tipo de confronto... Explicando melhor, na grande maioria desses tipos de animes, digamos que o nosso protagonista acaba passando ou parando em uma situação tensa e quase sempre ou ele é traído pelos seus companheiros, ou é deixado de lado, ou é enganado, de alguma maneira ele é jogado no caos e se ferra muito, ai tem todo aquele arco de salvamento, evolução/aprendizado que dura ai seus três pra quatro episódios, e ai o protagonista chega sendo o personagem que fez muitas gente pegar para assistir a obra. 


Não é diferente nesse anime, temos um personagem que se ferra muito no começo sendo deixado para morrer pelos seu companheiros de aventura, sofre um bocado e se tem uma coisa que esse anime não mede esforços é nas cenas que descrevem bem os dano e sofrimento, até ai beleza, estamos seguindo o roteiro bonitinho que todo anime nesse estilo tem, do nada o nosso protagonista encontra um meio de ser salvo e tem todo aquele arco que eu já falei.


Ai no terceiro episódio, com nosso protagonista já todo over power como amamos vê, sai da masmorra e vai parar em uma taverna para encontrar aquele que ferrou com a vida dele, e em vez de dá uma lição moral, ou ignorar ele, ou matar ele, ou SEI LÁ QUALQUER COISA, o que o protagonista faz? Agradece o cara e diz que graças ao que o cara fez, ele conseguiu encontrar as duas novas aliadas dele... Sinceramente isso é um banho de água fria e uma maneira tão simples de tentar mostrar uma evolução de personagem, definitivamente não é assim que um personagem que sofreu horrores, basicamente ficou quase morto reagiria. 


Trazer essa ideia de inocência para o personagem, ou trazer uma ideia de que o personagem não guarda magoas é até bonitinho, o problema é que não tem como a gente vê isso e achar normal, porque foram três episódios vendo o cara se ferrando sem parar, não dá pra simplesmente aceitar que o lado bom dele optou por agradecer o cara e não nocautear ele, para mim foi uma quebra firma de expectativa. 


E olha que nem vou falar do harém que esse anime está querendo criar que já é um ponto altíssimo para desistir de ver a obra, mas por algum motivo muito bizarro eu ainda estou botando fé que pode sair algo bom desse anime. 


E nos segundos finais com o cara que deixou o protagonista para morrer na masmorra indo embora... Tipo o anime quer mesmo criar a ideia de que um cara que morreria facilmente para um monstro de classe C, consegue hoje assustar ou bater de frente, com o protagonista que derrota facilmente agora monstros de classe S? Sério anime, que segundos finais ridículos.

22 de jan. de 2025

Anime Conforto

 


Eu não sei vocês, mas em certo momentos do ano, as vezes na mudança de temporada, as vezes no meio da temporada onde os animes costumam dar aquela acalmada em suas narrativas, eu me pego muito perdido no que assistir, tudo parece chato e muito enjoado. 


E aí que os animes conforto entram, e sim parece ser algo estranho, mas vamos lá né, se tem série conforto, filme conforto, por que não pode ter anime? Eu por exemplo muitas vezes me pego assistindo Harry Potter, eu já sei todas as falas, sei o que vai acontecer em absolutamente cada minuto do filme, mas eu me pego assistindo sempre que eu preciso ver algo só pra aliviar minha mente, só pra dá aquela respirada. 


No caso dos animes, o que eu me pego assistindo ultimamente pra me dá essa paz necessária é o anime Shokugeki no Souma, eu já assisti inúmeras vezes não é um anime e nem uma obra antiga, é relativamente novo, mas me trás essa sensação boa, e sempre que eu estou no tédio ou chateado com algo, eu vou lá e assisto uma temporada, ou duas temporadas. 


Eu queria ter isso com algum anime antigo, só para trazer essa sensação meio “cult” aqui pro post, porém não vejo um anime antigo que me faça sentir isso, que eu assista e fale: Eu veria isso várias vezes. Tal coisa que Shokugeki faz comigo, eu não sei o que pode ser, não é um estilo de anime que me pega pra valer, eu gosto de culinária mas não esse ponto, não sou fã de ecchi, não sou tão fã mais de slice of life, porém ainda assim esse anime me pega de uma maneira doida. 


Penso até que pode ser por alguns motivos, bobos ou não, minha vida pode está muito agitada e esse anime assim como todo slice of life tem o costume de ser mais desacelerado, ser mais gostoso para se assistir, pode ser também porque o estilo de anime que me pega muito no momento é animes de fantasia no geral, de isekai há pegadas meio rpg, o que só está acontecendo porque faz meses que não jogo uma partida de rpg de mesa e eu encontrei nos animes essa válvula de escape. Ou pode ser pelo simples fato que é um anime legal mesmo e divertido de se assistir e eu acabei me agradando com ele.


Se você não tem um anime conforto, um anime que você queira assistir quando está no dia ruim, eu recomendo você dá uma olhada na sua lista de animes e caçar um pra você, te garanto que vai dá uma melhorada em uns 70% os seus dias ruins. 


16 de jan. de 2025

Sakamoto Days a comédia que venho ensinar a fazer comédia

 


Sakamoto Days estreou recentemente na Netflix, trazendo uma abordagem inovadora à comédia no universo dos animes. A série adapta o mangá de Yuto Suzuki, e assim que saiu meu irmão veio logo me chamar para assistir, dizendo que facialmente seria um dos melhores animes da temporada. 


A trama acompanha Taro Sakamoto, outrora um lendário assassino, que abandona sua vida de crimes após se apaixonar. Agora, ele administra uma modesta loja de conveniência, buscando uma existência pacífica ao lado de sua família. No entanto, antigos inimigos e desafios do passado o forçam a retomar suas habilidades letais para proteger aqueles que ama. 


O que até então é um clássico clichê de toda história que tem assassinos ou matadores de aluguel, porém a forma como isso é entregue, de uma maneira tão simples porém interessante é o que faz o anime ser o que é, o anime consegue equilibrar cenas de ação com momentos cômicos do cotidiano. A série explora situações inusitadas, como Sakamoto enfrentando ameaças enquanto lida com as tarefas rotineiras de um comerciante, claro tudo isso tentando evitar que sua mulher saiba que ele voltou para essa vida. 


Comparado aos animes de comédia que eu me dei a obrigação de assistir, eu diria que Sakamoto Days está indo muito bem, sou perfeitamente como encaixar a comédia, soube como brincar com momentos de ação, a dosagem está perfeita, não é atoa que o mangá teve um sucesso absurdo e animação veio mais rápido do que o normal. 


Assistam Sakamoto, não vão se arrepender em parar para ver algo leve porém divertido e com uma história boa e uma animação excelente, porque eu esqueci de citar isso, mas o anime está muito bem animado, claro com o estúdio TMS Entertainment fica difícil não sair algo bom certo? Além de que a dona Netflix colocou dinheiro também, então iriam trazer algo meia boca.