28 de fev. de 2025

Mais um ano na Terra




Teremos hoje um post mais informal possível, talvez uma carta aberta sobre minha vida, ou apenas pensamentos que a madrugada no trabalho me fizeram enxerga;


Hoje é meu aniversário, são ai 28 anos de muito controle automático, eu diria que até meus 24 anos eu apenas fui vivendo, sobrevivendo ao mundo e controlando os pequenos problemas que a vida me colocava, eu nunca senti que de fato fiz algo significativo pra viver, era muito a vibe do "deixa a vida me levar, vida leva eu", demorei muito para entender o que queria da minha vida, o que de fato eu enxergava como certo e errado, parei de tentar agradar tanto as pessoas, enfim eu tomei o controle da minha vida e descobri que é muito mais gostoso ser o "chato" do rolê do que colocar meus valores e crenças de lado apenas para agradar um lado. 


Então eu poderia dizer que eu finalmente: cresci; Finalmente virei um adulto, parece de esperar que as pessoas ao meu redor tomassem conta de mim, resolvesse meus problemas ou até sentiriam "pena" do meu esforço, sentir pena só funciona para criança, quando se é adulto vira algo patético, ninguém precisa resolver nada pra mim, eu não sou o protagonista do mundo e eu demorei bastante para entender isso eu confesso.


E olha... São 28 anos, eu vou piscar os olhos e vou já ter meus 30 anos. A única coisa que consigo tirar de bom disso tudo é que eu aprendi a não me cobrar tanto, posso não ter uma casa no meu nome direitinho, construí sim uma casa no quintal da família, mas a casa no meu nome ainda não veio eu sei... Mas eu já tenho meu carrinho, eu não passo tanto perrengue financeiro, consigo sair para os lugares que quero, consigo comer o que quero, consigo guarda dinheiro para ai sim a minha casa no futuro, então são 28 anos bem vividos, aquilo que falei, até meus 24 eu estava só indo, porém nesses últimos 4 anos, ou melhor nesses últimos 2 anos a minha vida de fato começou a fazer sentindo. 


E para finalizar eu apenas quero dizer que gostaria de viver por muito mais tempo, apreciar e saborear muito mais do que a vida pode me dá, já que para as crianças eu sou um velho já, um tio, mas para o meu pai que hoje não está comigo, para sempre eu serei um bebê.


25 de fev. de 2025

Entre Montanhas é um romance com ação



No começo desse ano eu decidi que iria ver mais filmes e tentar novamente me apaixonar por essa arte, porém meu gosto é muito simples, e gosto de filmes com temáticas de guerra e combate, e não vou mentir foi com esse intuito que me peguei indo assistir Entre Montanhas, no entanto o filme mostrou-se ser outra coisa, algo muito mais além e é sobre isso que iremos conversa hoje.


Entre Montanhas, lançado em 2025 acabou de sair do forno o filme, é uma produção da Apple TV+ que mistura ação, romance e ficção científica. Dirigido por Scott Derrickson, conhecido por "Doutor Estranho", o filme é estrelado por Miles Teller e Anya Taylor-Joy. A trama segue Levi (Teller) e Drasa (Taylor-Joy), atiradores de elite em lados opostos de uma montanha misteriosa, cuja comunicação proibida evolui para um romance que coloca suas vidas em risco.


Pontos Positivos


A química entre Teller e Taylor-Joy é um destaque, trazendo autenticidade ao relacionamento dos personagens. A direção de Derrickson equilibra elementos de ação e romance, criando uma narrativa envolvente. Além disso, a trama apresenta reviravoltas que mantêm o público atento.


Pontos Negativos


Alguns críticos apontam que a mistura de gêneros pode resultar em uma narrativa confusa, com transições abruptas entre suspense, comédia romântica e terror. A fotografia e os cenários também foram considerados pouco inspirados, não explorando todo o potencial da premissa. No entanto para mim a principal coisa que deixa o filme mais leve e suave é essa mistura entre suspense, comédia romantica, terror, ação, o filme sabe se equilibrar ai.


Alerta de Spoilers


No clímax, Levi e Drasa descobrem que a montanha abriga experimentos genéticos conduzidos pela organização Dark Lake, liderada por Bartholomew. Determinados a destruir a operação, eles ativam um protocolo de autodestruição, enfrentando desafios para escapar da explosão iminente o que é um prato cheio para quem gosta daquela sensação de algo pode dá errado. Embora Levi se fira durante a fuga, o filme sugere sua sobrevivência quando ele se reúne com Drasa em um café na França, concluindo a narrativa com uma nota esperançosa, e teve gente que criticou isso, o que para mim é uma das melhores coisas que poderia ter acontecido, tendo em vista que o Levi é um ex soldado de elite, ele nunca que morreria somente com uma queda. 


A maior força do longa está na química entre Miles Teller e Anya Taylor-Joy, que entregam atuações convincentes, tornando crível a relação entre Levi e Drasa, mesmo sob circunstâncias extremas. Essa conexão emocional é essencial para o impacto da narrativa, já que o romance se desenvolve de forma natural, sem parecer forçado ou superficial.


No entanto, o filme também enfrenta desafios na execução. A transição entre os gêneros nem sempre é suave, o que pode causar estranhamento para quem espera um foco mais definido na ação ou no drama. Além disso, a estética visual poderia ter sido mais explorada para potencializar a atmosfera opressiva da montanha e dos experimentos secretos, um elemento que, em produções como "A Chegada" ou "Ex Machina", foi trabalhado de forma mais marcante.


Apesar dessas pequenas falhas, Entre Montanhas entrega uma experiência cinematográfica memorável, especialmente para aqueles que apreciam histórias que combinam perigo, mistério e romance. O final, com sua mistura de melancolia e esperança, pode dividir opiniões, mas reforça a mensagem central do filme: o amor pode florescer até mesmo nas situações mais inóspitas.

21 de fev. de 2025

Mangá bom, anime ruim.


Se há algo que o mundo dos animes nos ensinou ao longo dos anos, é que nem sempre uma obra-prima do mangá resulta em uma adaptação digna. E infelizmente, Ubel Blatt parece ser mais um caso onde as promessas grandiosas desabam sob o peso de uma execução falha.


O mangá, sempre foi um prato cheio para os fãs de fantasia sombria. Com uma trama repleta de vingança, batalhas intensas e dilemas morais, a história acompanha Koinzell, um guerreiro misterioso que carrega um passado trágico e busca justiça contra os chamados "Sete Heróis", que na verdade são traidores. A arte detalhada e os combates brutais, aliados a uma narrativa bem construída, fizeram do mangá um sucesso cult ao longo dos anos, na qual eu mesmo gosto de dizer que junto de Berserk são obras que detalham muito bem o que é um dark fantasy.


Porém, quando o anúncio de um anime surgiu, os fãs ficaram divididos entre animação e preocupação. E, infelizmente, as piores previsões se concretizaram. A adaptação não só falhou em capturar a grandiosidade da obra original, como também caiu em erros clássicos de produções apressadas e mal planejadas, e podemos colocar muito bem essas duas coisas em questão, uma produção muito apressada e extremamente mal planejada.


O primeiro grande problema do anime é a sua qualidade técnica. Enquanto o mangá se destaca por suas ilustrações detalhadas e um estilo visual denso, a animação optou por um visual genérico e sem vida. Os combates, que deveriam ser brutais e impactantes, parecem coreografias sem peso, muitas vezes prejudicadas pelo uso exagerado de CGI/3D de baixa qualidade.


Além disso, o ritmo da adaptação parece não respeitar a profundidade da obra original. O mangá possui uma construção de mundo meticulosa e um desenvolvimento de personagens que demanda tempo para ser absorvido. No anime, porém, essa construção foi sacrificada em prol de uma narrativa apressada, que tenta encaixar arcos inteiros em poucos episódios.


Outro ponto crítico é a censura. Ubel Blatt nunca foi uma obra para os fracos de coração. Ele aborda temas como traição, abuso de poder e vingança de forma crua, sem amenizar o impacto emocional da jornada de Koinzell. No entanto, a adaptação suavizou cenas importantes, removendo ou alterando elementos essenciais para a atmosfera sombria da história. Isso não apenas enfraquece o impacto dramático, mas também afasta a identidade que fazia do mangá algo único


Então a pergunta que se cria é: vale a pena? A resposta que eu posso dar é: se você gostou do mangá, finja que esse anime não existiu, e se você está vendo anime e quer ir pro mangá, vá ler o mangá e segue a minha primeira dica.

15 de fev. de 2025

O protagonista que faz o que queremos



Qualquer pessoa que esteja assistindo essa obra de arte que é Solo Leveling já criou seu carinho pelo o Jin-Woo já que ele é simplesmente um dos protagonistas mais fortes que já apareceram. E nem é à toa que todo mundo gosta dele. Ele basicamente entrega tudo que a gente quer ver em um personagem principal, e de um jeito muito satisfatório.  


Pensa só: no começo da história, o cara é considerado o caçador mais fraco do mundo. Nível E, mal consegue sobreviver nas dungeons, geral zoa ele, e a gente fica naquela de "pow, dá uma chance pro cara". E aí vem o momento chave: ele ganha um sistema que permite que ele fique mais forte treinando sozinho. Daí pra frente, ele vira uma máquina de evolução absurda, parece um pokemon.


O que faz ele ser tão daora é que ele não fica só forte — ele esmaga geral com estilo. Sabe aquele tipo de luta que faz você pensar "meu Deus, esse cara é um monstro"? É isso. Ele destrói inimigos, cria um exército de sombras absurdamente poderoso e ainda mantém aquela vibe fria e calculista, sem virar um babaca arrogante.  


E mesmo com todo esse poder, ele continua sendo um cara com quem a gente se conecta. Ele tem um motivo real pra lutar, se preocupa com a família e os amigos, e dá pra ver que ele não esquece de onde veio. Isso deixa ele ainda mais cativante, porque ele não é só um brutamontes overpower sem personalidade.  


No fim das contas, Jin-Woo é o protagonista que a gente sempre quis ver. Ele cresce de um jeito insano, entrega lutas épicas e tem presença. E é por isso que todo mundo que lê e agora está assistindo Solo Leveling acaba viciado na história dele, e facialmente esse anime vai ganhar de novo como o melhor anime do ano. Já que esperar por um episódio novo todo sábado já virou rotina na vida dos otakus, assim como era com Attack on Titan anos atrás. 

31 de jan. de 2025

Como não criar um protagonista em: Fuguushoku Kanteishi

 


Titulo meio extenso, para um post bem curto, apenas trazendo minha opinião sobre o terceiro episódio de Fuguushoku Kanteishi ga Jitsu wa Saikyou Datta, um anime com um começo bem interessante, bem animado, um plot meio genérico só que ainda assim muita gente para pra assistir, porém conseguiu no terceiro episódio dá uma freada boa na história que me deixou bem triste.


Obvio que nem preciso dizer que esse post haverá spoiler certo? Mas você que chegou aqui talvez já tenha noção que durante a temporada as vezes me pego fazendo esses tipos de comentários. Enfim, como todo anime com essa pegada de fantasia e com uma evolução de personagem sempre tem um certo tipo de confronto... Explicando melhor, na grande maioria desses tipos de animes, digamos que o nosso protagonista acaba passando ou parando em uma situação tensa e quase sempre ou ele é traído pelos seus companheiros, ou é deixado de lado, ou é enganado, de alguma maneira ele é jogado no caos e se ferra muito, ai tem todo aquele arco de salvamento, evolução/aprendizado que dura ai seus três pra quatro episódios, e ai o protagonista chega sendo o personagem que fez muitas gente pegar para assistir a obra. 


Não é diferente nesse anime, temos um personagem que se ferra muito no começo sendo deixado para morrer pelos seu companheiros de aventura, sofre um bocado e se tem uma coisa que esse anime não mede esforços é nas cenas que descrevem bem os dano e sofrimento, até ai beleza, estamos seguindo o roteiro bonitinho que todo anime nesse estilo tem, do nada o nosso protagonista encontra um meio de ser salvo e tem todo aquele arco que eu já falei.


Ai no terceiro episódio, com nosso protagonista já todo over power como amamos vê, sai da masmorra e vai parar em uma taverna para encontrar aquele que ferrou com a vida dele, e em vez de dá uma lição moral, ou ignorar ele, ou matar ele, ou SEI LÁ QUALQUER COISA, o que o protagonista faz? Agradece o cara e diz que graças ao que o cara fez, ele conseguiu encontrar as duas novas aliadas dele... Sinceramente isso é um banho de água fria e uma maneira tão simples de tentar mostrar uma evolução de personagem, definitivamente não é assim que um personagem que sofreu horrores, basicamente ficou quase morto reagiria. 


Trazer essa ideia de inocência para o personagem, ou trazer uma ideia de que o personagem não guarda magoas é até bonitinho, o problema é que não tem como a gente vê isso e achar normal, porque foram três episódios vendo o cara se ferrando sem parar, não dá pra simplesmente aceitar que o lado bom dele optou por agradecer o cara e não nocautear ele, para mim foi uma quebra firma de expectativa. 


E olha que nem vou falar do harém que esse anime está querendo criar que já é um ponto altíssimo para desistir de ver a obra, mas por algum motivo muito bizarro eu ainda estou botando fé que pode sair algo bom desse anime. 


E nos segundos finais com o cara que deixou o protagonista para morrer na masmorra indo embora... Tipo o anime quer mesmo criar a ideia de que um cara que morreria facilmente para um monstro de classe C, consegue hoje assustar ou bater de frente, com o protagonista que derrota facilmente agora monstros de classe S? Sério anime, que segundos finais ridículos.