7 de mar. de 2025

Fuguushoku kanteishi anime fadado há ser ruim


Eu já havia falado aqui como eu fiquei incomodado com o anime que apresentou um personagem sem evolução, sem raiva, sem ambição, alguém que é fácil de se manipular e vive mais os sonho dos outros do que o seu próprio. 


E vamos lá todo otaku já passou por isso: começa um anime cheio de expectativa, a sinopse promete algo interessante, a animação parece decente… mas então, em poucos episódios, percebe que o anime entrou na famigerada zona do harém genérico. Se você não curte esse estilo, a frustração bate rápido e o drop é praticamente inevitável. E Fuguushoku 'Kanteishi se encaixa perfeitamente nessa categoria.


O problema não é só a presença do harém, mas como ele toma conta de tudo. O enredo, que poderia se aprofundar no potencial do protagonista, acaba servindo apenas como desculpa para introduzir mais personagens femininas que seguem arquétipos previsíveis: a tsundere, a inocente apaixonada, a guerreira badass que logo se rende ao charme do protagonista. Isso faz com que a progressão da história fique rasa e repetitiva, afastando qualquer espectador que esperava algo mais envolvente. E ai toda aquela ideia de que o anime pode evoluir, vai por água a baixo. 


Se você curte haréns e quer apenas um anime leve, sem se preocupar com coerência narrativa ou desenvolvimento profundo dos personagens, pode até se divertir. Mas se você busca algo mais elaborado, com uma história que realmente te prenda, passa beeeem longe desse anime.

3 de mar. de 2025

Conclave é Garotas Malvadas da Igreja



Eu assistir Conclave fazendo um ritual que eu gosto muito que é pegar o filme sem ver a sinopse, apenas clicar e ir, e agora parando pra pensar, falar de ritual em um filme católico não pega bem né? Mas além de todo essa trama boa, o filme pareceu muito pra mim uma ideia católica de Garotas Malvadas, absurdo? Enfim, me deixe descrever melhor isso. 


Dirigido por Edward Berger, Conclave é um drama político e religioso que mergulha nos bastidores da escolha do novo Papa após a morte repentina do pontífice anterior. O filme, baseado no livro homônimo de Robert Harris, acompanha o Cardeal Lawrence (Ralph Fiennes) enquanto conduz o processo de sucessão em meio a tensões ideológicas, segredos e interesses que transcendem a fé. 


Uma boa sinopse eu sei, e por ver o Ralph Fiennes na capa eu já fui ver sem nem querer entender do que se tratava, e como sempre o cara sabe atuar como ninguém, o que me surpreendeu a forma como ele conseguiu trazer um personagem mais "frágil" ou "imponente" perante há tudo que está acontecendo, gostei de ver essa dualidade do ator. 


A narrativa se desenrola dentro da Capela Sistina, onde os cardeais se isolam do mundo exterior para decidir o futuro da Igreja Católica. O que deveria ser um processo sagrado e ordenado rapidamente se torna um jogo de estratégias, onde diferentes facções tentam influenciar a escolha do novo líder. O longa explora as divisões dentro da Igreja, abordando temas como conservadorismo, modernização e a crescente pressão para que a instituição se adapte às mudanças sociais, porém não, não é um filme com a ideia de querer "lacrar" é apenas um filme mostrando dois pontos diferentes de visão sobre o futuro que querem para a igreja como o todo.


Mais do que um drama religioso, Conclave se posiciona como um thriller político sofisticado, que dialoga com questões contemporâneas sobre poder, ética e transformação institucional. A obra não apenas revela os bastidores de um dos processos mais sigilosos do mundo, mas também convida o espectador a refletir sobre o impacto das decisões tomadas longe dos olhos do público.


Porem como eu falei, uma coisa que eu gostei no filme é como eu enxerguei Garotas Malvadas nessa história e eu vou comentar sobre isso agora, com pontos cruciais ok?


Em Garotas Malvadas, a escola é um campo de batalha onde existe toda uma hierarquia. Em Conclave, a Capela Sistina funciona do mesmo jeito, só que com batinas e sem celulares. Os cardeais formam grupinhos, cochicham pelos corredores e até tentam puxar o tapete uns dos outros para colocar seu candidato favorito no poder. 


No mundo de Garotas Malvadas, o Burn Book expõe os podres de todos os alunos. No Conclave, os segredos também são armas poderosas – só que aqui, são revelados em sussurros dramáticos entre os cardeais. Quem tem um passado duvidoso? Quem está escondendo alianças secretas? O jogo sujo nos dois filmes é real.


O objetivo central em ambos os filmes é a sucessão do trono. Em Garotas Malvadas, Regina George quer manter o poder, mas Cady Heron surge como uma desafiante inesperada. No Conclave, os cardeais mais influentes batalham para garantir que seu candidato saia vitorioso. No fim, a decisão está nas mãos de um grupo fechado que pode virar o jogo a qualquer momento.


Cady Heron começa como uma garota inocente e acaba se tornando uma versão maquiavélica de Regina George antes de encontrar redenção. No Conclave, o Cardeal Lawrence chega acreditando que o processo será justo, mas logo percebe que a política e a manipulação dominam o jogo. Ambos precisam escolher entre jogar sujo ou seguir suas convicções.


Regina George, Gretchen Wieners e Karen Smith dominam a escola com um punho de ferro e regras rígidas. No Conclave, um grupo de cardeais conservadores faz exatamente o mesmo, garantindo que tudo continue como sempre foi. Ambos os grupos tentam eliminar concorrentes e manter seu poder intocado.


No fim das contas, Conclave e Garotas Malvadas são duas faces da mesma moeda: intriga, alianças, traições e uma luta pelo topo. A diferença? Em um, a coroa é um chapéu rosa e, no outro, um anel papal. E a lição final? Cuidado com quem você confia, porque, seja na Capela Sistina ou no corredor do colégio, todos querem ser o líder supremo.


E pra finalizar para valer, eu vou relatar aqui que eu só sei sobre Garotas Malvadas porque fui obrigado assistir semana passada pela minha namorada, e hoje eu tive que pedir ajuda dela com os nomes de cada personagem, mas que a comparação é real isso ai é inegável. Enquanto tinha gente dizendo que era um Game of Thrones eu preferi trazer de fato uma comparação digna. 

28 de fev. de 2025

Mais um ano na Terra




Teremos hoje um post mais informal possível, talvez uma carta aberta sobre minha vida, ou apenas pensamentos que a madrugada no trabalho me fizeram enxerga;


Hoje é meu aniversário, são ai 28 anos de muito controle automático, eu diria que até meus 24 anos eu apenas fui vivendo, sobrevivendo ao mundo e controlando os pequenos problemas que a vida me colocava, eu nunca senti que de fato fiz algo significativo pra viver, era muito a vibe do "deixa a vida me levar, vida leva eu", demorei muito para entender o que queria da minha vida, o que de fato eu enxergava como certo e errado, parei de tentar agradar tanto as pessoas, enfim eu tomei o controle da minha vida e descobri que é muito mais gostoso ser o "chato" do rolê do que colocar meus valores e crenças de lado apenas para agradar um lado. 


Então eu poderia dizer que eu finalmente: cresci; Finalmente virei um adulto, parece de esperar que as pessoas ao meu redor tomassem conta de mim, resolvesse meus problemas ou até sentiriam "pena" do meu esforço, sentir pena só funciona para criança, quando se é adulto vira algo patético, ninguém precisa resolver nada pra mim, eu não sou o protagonista do mundo e eu demorei bastante para entender isso eu confesso.


E olha... São 28 anos, eu vou piscar os olhos e vou já ter meus 30 anos. A única coisa que consigo tirar de bom disso tudo é que eu aprendi a não me cobrar tanto, posso não ter uma casa no meu nome direitinho, construí sim uma casa no quintal da família, mas a casa no meu nome ainda não veio eu sei... Mas eu já tenho meu carrinho, eu não passo tanto perrengue financeiro, consigo sair para os lugares que quero, consigo comer o que quero, consigo guarda dinheiro para ai sim a minha casa no futuro, então são 28 anos bem vividos, aquilo que falei, até meus 24 eu estava só indo, porém nesses últimos 4 anos, ou melhor nesses últimos 2 anos a minha vida de fato começou a fazer sentindo. 


E para finalizar eu apenas quero dizer que gostaria de viver por muito mais tempo, apreciar e saborear muito mais do que a vida pode me dá, já que para as crianças eu sou um velho já, um tio, mas para o meu pai que hoje não está comigo, para sempre eu serei um bebê.


25 de fev. de 2025

Entre Montanhas é um romance com ação



No começo desse ano eu decidi que iria ver mais filmes e tentar novamente me apaixonar por essa arte, porém meu gosto é muito simples, e gosto de filmes com temáticas de guerra e combate, e não vou mentir foi com esse intuito que me peguei indo assistir Entre Montanhas, no entanto o filme mostrou-se ser outra coisa, algo muito mais além e é sobre isso que iremos conversa hoje.


Entre Montanhas, lançado em 2025 acabou de sair do forno o filme, é uma produção da Apple TV+ que mistura ação, romance e ficção científica. Dirigido por Scott Derrickson, conhecido por "Doutor Estranho", o filme é estrelado por Miles Teller e Anya Taylor-Joy. A trama segue Levi (Teller) e Drasa (Taylor-Joy), atiradores de elite em lados opostos de uma montanha misteriosa, cuja comunicação proibida evolui para um romance que coloca suas vidas em risco.


Pontos Positivos


A química entre Teller e Taylor-Joy é um destaque, trazendo autenticidade ao relacionamento dos personagens. A direção de Derrickson equilibra elementos de ação e romance, criando uma narrativa envolvente. Além disso, a trama apresenta reviravoltas que mantêm o público atento.


Pontos Negativos


Alguns críticos apontam que a mistura de gêneros pode resultar em uma narrativa confusa, com transições abruptas entre suspense, comédia romântica e terror. A fotografia e os cenários também foram considerados pouco inspirados, não explorando todo o potencial da premissa. No entanto para mim a principal coisa que deixa o filme mais leve e suave é essa mistura entre suspense, comédia romantica, terror, ação, o filme sabe se equilibrar ai.


Alerta de Spoilers


No clímax, Levi e Drasa descobrem que a montanha abriga experimentos genéticos conduzidos pela organização Dark Lake, liderada por Bartholomew. Determinados a destruir a operação, eles ativam um protocolo de autodestruição, enfrentando desafios para escapar da explosão iminente o que é um prato cheio para quem gosta daquela sensação de algo pode dá errado. Embora Levi se fira durante a fuga, o filme sugere sua sobrevivência quando ele se reúne com Drasa em um café na França, concluindo a narrativa com uma nota esperançosa, e teve gente que criticou isso, o que para mim é uma das melhores coisas que poderia ter acontecido, tendo em vista que o Levi é um ex soldado de elite, ele nunca que morreria somente com uma queda. 


A maior força do longa está na química entre Miles Teller e Anya Taylor-Joy, que entregam atuações convincentes, tornando crível a relação entre Levi e Drasa, mesmo sob circunstâncias extremas. Essa conexão emocional é essencial para o impacto da narrativa, já que o romance se desenvolve de forma natural, sem parecer forçado ou superficial.


No entanto, o filme também enfrenta desafios na execução. A transição entre os gêneros nem sempre é suave, o que pode causar estranhamento para quem espera um foco mais definido na ação ou no drama. Além disso, a estética visual poderia ter sido mais explorada para potencializar a atmosfera opressiva da montanha e dos experimentos secretos, um elemento que, em produções como "A Chegada" ou "Ex Machina", foi trabalhado de forma mais marcante.


Apesar dessas pequenas falhas, Entre Montanhas entrega uma experiência cinematográfica memorável, especialmente para aqueles que apreciam histórias que combinam perigo, mistério e romance. O final, com sua mistura de melancolia e esperança, pode dividir opiniões, mas reforça a mensagem central do filme: o amor pode florescer até mesmo nas situações mais inóspitas.

21 de fev. de 2025

Mangá bom, anime ruim.


Se há algo que o mundo dos animes nos ensinou ao longo dos anos, é que nem sempre uma obra-prima do mangá resulta em uma adaptação digna. E infelizmente, Ubel Blatt parece ser mais um caso onde as promessas grandiosas desabam sob o peso de uma execução falha.


O mangá, sempre foi um prato cheio para os fãs de fantasia sombria. Com uma trama repleta de vingança, batalhas intensas e dilemas morais, a história acompanha Koinzell, um guerreiro misterioso que carrega um passado trágico e busca justiça contra os chamados "Sete Heróis", que na verdade são traidores. A arte detalhada e os combates brutais, aliados a uma narrativa bem construída, fizeram do mangá um sucesso cult ao longo dos anos, na qual eu mesmo gosto de dizer que junto de Berserk são obras que detalham muito bem o que é um dark fantasy.


Porém, quando o anúncio de um anime surgiu, os fãs ficaram divididos entre animação e preocupação. E, infelizmente, as piores previsões se concretizaram. A adaptação não só falhou em capturar a grandiosidade da obra original, como também caiu em erros clássicos de produções apressadas e mal planejadas, e podemos colocar muito bem essas duas coisas em questão, uma produção muito apressada e extremamente mal planejada.


O primeiro grande problema do anime é a sua qualidade técnica. Enquanto o mangá se destaca por suas ilustrações detalhadas e um estilo visual denso, a animação optou por um visual genérico e sem vida. Os combates, que deveriam ser brutais e impactantes, parecem coreografias sem peso, muitas vezes prejudicadas pelo uso exagerado de CGI/3D de baixa qualidade.


Além disso, o ritmo da adaptação parece não respeitar a profundidade da obra original. O mangá possui uma construção de mundo meticulosa e um desenvolvimento de personagens que demanda tempo para ser absorvido. No anime, porém, essa construção foi sacrificada em prol de uma narrativa apressada, que tenta encaixar arcos inteiros em poucos episódios.


Outro ponto crítico é a censura. Ubel Blatt nunca foi uma obra para os fracos de coração. Ele aborda temas como traição, abuso de poder e vingança de forma crua, sem amenizar o impacto emocional da jornada de Koinzell. No entanto, a adaptação suavizou cenas importantes, removendo ou alterando elementos essenciais para a atmosfera sombria da história. Isso não apenas enfraquece o impacto dramático, mas também afasta a identidade que fazia do mangá algo único


Então a pergunta que se cria é: vale a pena? A resposta que eu posso dar é: se você gostou do mangá, finja que esse anime não existiu, e se você está vendo anime e quer ir pro mangá, vá ler o mangá e segue a minha primeira dica.