16 de ago. de 2026

E li Academia Arcana de Elise Kova e olha...



Existe algo curioso nas histórias de fantasia sobre academias de magia. Talvez porque, depois de tantos livros, filmes e séries, seja difícil imaginar uma escola de magia sem imediatamente lembrar de Harry Potter, o que é de longe uma obra prima e deveria sequer ser exemplo disso, mas que tem já entranhado no universo pop como alguém marcante. E toda essa ideia de jovens aprendendo a dominar poderes, descobrindo segredos, fazendo amizades e enfrentando perigos dentro de uma instituição mágica já se tornou quase um subgênero próprio.

E por causa disso que Academia Arcana me chamou atenção. 

O livro não parece interessado apenas em repetir a fórmula que já conhecemos, ele tenta encontrar seu próprio caminho dentro dela, misturando elementos tradicionais da fantasia com uma abordagem mais adulta e, em alguns momentos, bastante diferente daquilo que normalmente encontramos nesse tipo de história.

E talvez o mais interessante seja justamente perceber que o livro funciona melhor quando tenta ser diferente, já que toda magia gira em torno de cartas de tarot, trazendo uma ideia inovadora.

O livro utiliza vários elementos que não são exatamente novo. Temos: magia, uma instituição dedicada ao seu ensino, personagens descobrindo seus poderes, relações entre os estudantes e os inevitáveis conflitos que surgem quando pessoas diferentes são colocadas dentro do mesmo ambiente.

A academia deixa de ser apenas um cenário bonito para colocar personagens mágicos juntos. Ela funciona como parte importante da experiência dos personagens, permitindo que a autora explore não apenas a magia, mas também as relações de poder, as inseguranças, os desejos e as consequências de viver em um mundo onde aquilo que para nós seria impossível é simplesmente parte da realidade.

Em muitas histórias do gênero, a magia existe simplesmente porque é necessário que exista. O leitor aceita suas regras e segue em frente, já nesse livro existe uma tentativa maior de fazer com que esse universo tenha suas próprias particularidades.

Nem sempre funciona perfeitamente, mas é justamente essa tentativa que torna o livro interessante.

Por outro lado, existe uma armadilha quando um autor tenta fugir demais do que já conhece.

Às vezes, a obra parece tão preocupada em mostrar que não é "mais uma fantasia" que acaba se afastando justamente daquilo que poderia torná-la mais consistente.

O livro apresenta boas ideias, mas nem todas recebem o desenvolvimento que mereciam. Algumas parecem surgir com grande potencial e depois acabam ficando em segundo plano, enquanto outras recebem uma atenção que nem sempre parece proporcional à sua importância para a história.

É como se existisse uma quantidade enorme de ideias interessantes dentro do livro, mas nem sempre houvesse espaço suficiente para que todas respirassem. E isso acaba afetando principalmente o desenvolvimento dos personagens.

Porque uma boa fantasia não precisa apenas de um mundo interessante. Ela precisa fazer com que o leitor se importe com as pessoas que vivem nele.

E essa é uma das coisas que mais gosto em histórias de fantasia, a magia pode ser maravilhosa, o mundo pode ser gigantesco, podemos ter criaturas, poderes, escolas, reinos e tudo aquilo que a imaginação conseguir criar.

Mas, no fim, queremos saber o que acontece com aquelas pessoas.

Em alguns momentos, o livro até consegue fazer isso muito bem. Existem relações que despertam curiosidade e personagens que conseguem carregar a narrativa justamente porque parecem ter conflitos que vão além daquilo que está acontecendo superficialmente.

Em outros, entretanto, existe uma sensação de que determinados personagens poderiam ter sido muito mais explorados, quando uma história nos mostra uma possibilidade interessante e não a desenvolve completamente, ficamos com aquela sensação de "poderia ter sido melhor". Não necessariamente porque aquilo que recebemos seja ruim, mas porque conseguimos enxergar aquilo que a história poderia ter se tornado.

Mas agora vamos para o porque eu decidi falar sobre esse livro aqui e provavelmente, minha maior crítica ao livro.

Não tenho nenhum problema com histórias de fantasia que tenham romance, erotismo ou personagens adultos vivendo sua sexualidade.

A questão não é essa.

O problema é quando o conteúdo sexual parece existir mais por obrigação do que por necessidade narrativa.

E é exatamente essa sensação que tive com algumas das cenas mais explícitas próximas ao final.

Depois de acompanhar toda uma história de fantasia, personagens, conflitos e construção de mundo, o livro começa a dedicar uma atenção bastante grande a cenas sexuais que, para mim, não acrescentam na mesma proporção à narrativa.

E tem livros que até faz sentindo, você entende o porque dos personagens começarem a se pegar, já que está um certo tempo criando uma situação assim, mas no caso de Academia Arcana, várias vezes isso claramente foi forçado, eu não consegui enxerga essa química entre a nossa protagonista e o grande vilão que o livro tentou pintar boa parte dele, pra chegar no final e dizer "ah ele não é vilão", sendo que no meio do livro eu já tinha entendido isso.

E sabe o problema fica ainda maior porque essas cenas aparecem quando a história já deveria estar caminhando para a resolução de seus conflitos. O ritmo que vinha sendo construído acaba sofrendo uma interrupção justamente quando eu esperava que o livro estivesse concentrado em suas questões mais importantes.

E por favor, não é uma questão de puritanismo.

É uma questão de narrativa.

Se eu estou lendo uma fantasia porque quero conhecer aquele mundo, acompanhar aqueles personagens e descobrir onde toda aquela história vai chegar, quero que cada capítulo tenha algum propósito.

Se uma cena sexual existe, ela precisa me dizer alguma coisa, caso contrário, ela é apenas uma pausa.

E uma pausa totalmente desnecessária.

O livro é bom, a história é boa, tem um mistério que deveria ser solucionado ou pelo menos entregar um gancho interessante pro segundo livro o que é obvio que iria ser escrito, mas o livro se perdeu no final, entregou uma situação chata e eu achei bem fraco como tentaram correr pra explicar as coisas. 

Eu queria saber mais sobre as magias, mas sobre o tarot, saber mais sobre o universo e não ficar lendo cenas de sexo só porque ambos personagens não conseguem segurar o tesão. 

Posso está sendo totalmente chato, mas o livro vacilou nesse quesito, o que me faz perde totalmente interesse em ler o segundo. 

12 de ago. de 2026

Eu li 1984 de George Orwell e olha...



Tem alguns livros que contam uma história. Outros fazem você fechar o livro e ficar olhando para o teto por alguns minutos. 1984 foi exatamente isso para mim.

Eu já sabia que era um clássico e que muita gente usava o termo "Big Brother" por causa dele, mas só depois de ler entendi o peso que esse livro carrega. Não é uma leitura difícil pela escrita. O difícil é perceber que, mesmo tendo sido publicado há tantas décadas, muita coisa ainda soa estranhamente atual.

Na história nos acompanhamos Winston, um homem comum vivendo em uma sociedade onde até os próprios pensamentos podem ser considerados um crime. Tudo é controlado. O passado muda conforme a necessidade do governo, a verdade deixa de existir e a liberdade vira apenas uma palavra sem significado.

O mais interessante é que George Orwell não tenta assustar o leitor com monstros ou guerras intermináveis. O medo nasce das pequenas coisas. De alguém observando seus movimentos. De você começar a duvidar da própria memória. De perceber que, aos poucos, sua individualidade vai desaparecendo.

Durante a leitura eu me peguei pensando em como é fácil abrir mão de certas liberdades quando alguém promete segurança, ordem ou conforto. O livro exagera algumas situações justamente para nos fazer refletir sobre isso. E talvez seja por esse motivo que ele continua sendo tão comentado até hoje.

Não acho que seja um livro que entregue respostas. Pelo contrário, ele deixa perguntas. Até que ponto conseguimos perceber quando estamos sendo manipulados? O que realmente significa liberdade? E, principalmente: quanto da nossa visão de mundo é realmente nossa?

Não é uma leitura leve no sentido da história, em alguns momentos ela chega a ser sufocante. Mas é justamente esse desconforto que faz o livro funcionar tão bem, você termina a última página com a sensação de que leu muito mais do que uma ficção.

No fim, acho que 1984 não ficou famoso apenas por prever algumas coisas ou inspirar debates políticos. Ele continua relevante porque fala sobre algo muito humano: o medo de perder a capacidade de pensar por conta própria, e talvez esse seja o maior alerta que Orwell quis deixar.

10 de mar. de 2026

Eu quero um romance de noite chuvosa



Eu tenho 29 anos de idade e, desde sempre, estive em algum relacionamento. Sempre namorando, entrando em um relacionamento ou saindo de outro. Nunca tive, de verdade, uma fase solteiro. Alguns relacionamentos foram curtos, outros muito longos, mas nunca tive um tempo só meu, solteiro, para respirar e me conhecer sem estar ligado a outra pessoa.


E eu estou vivendo isso agora.


Faz alguns meses que estou sozinho e vou confessar para vocês: estou odiando cada segundo disso.


Existem pessoas  e eu gosto de pensar assim que nasceram para estar em relacionamento. Pessoas que precisam estar conectadas com alguém. Não porque a felicidade delas depende completamente de outra pessoa, mas porque o bem-estar de dividir a vida com alguém faz parte de quem elas são.


Eu sou esse tipo de pessoa.


Eu sou o tipo de ser humano que gosta de conviver com outro alguém. Eu não gosto muito de multidão, não gosto muito de grupos grandes de amigos, não gosto de estar no meio de muita gente. Eu gosto de estar com uma pessoa. Gosto da ideia de dividir a vida com alguém e aproveitar o máximo que a vida pode proporcionar junto com essa pessoa.


E agora eu estou solteiro… e isso é horrível.


Minha psicóloga tenta, toda semana, colocar na minha cabeça que eu deveria experimentar mais a vida sozinho. Passear, viajar, viver experiências únicas, me conhecer melhor. E eu concordo com ela. De verdade, concordo mesmo.


Mas nada tira da minha cabeça que estar em um relacionamento é uma das melhores coisas do mundo.


Quanto mais eu vejo TikTok, assisto anime ou revejo séries que já assisti mil vezes, mais eu fico olhando para aquelas histórias e pensando: quando vai chegar a minha vez de ser feliz assim?


Talvez seja exagero, talvez seja só romantização demais da vida. Mas é o que passa na minha cabeça.


Eu comecei a namorar muito cedo, com 16 anos. Esse relacionamento foi tão sério que acabamos noivando e depois casando. Ficamos juntos por cerca de dez anos.


Não vou dizer que foi maravilhoso, mas também não foi algo ruim. Era mais um processo de crescimento. Dois adolescentes tentando aprender a ser adultos juntos, cheios de imaturidade e erros.


Mas um dos lados acabou errando mais.


Eu confiei tanto nela que, em alguns momentos, acabei não estando tão presente quanto deveria. E ela encontrou outra pessoa que estava ali, presente.


Ao mesmo tempo em que eu sinto vontade de culpá-la ou sentir raiva, uma parte de mim também consegue entender o que aconteceu.


Depois da separação, eu conheci outra pessoa. Ela era muito mais madura, tinha uma experiência de vida enorme comparada à minha, e eu me apaixonei perdidamente.


Três meses depois, ela me deixou.


Fiquei arrasado, tentando entender o que eu tinha feito de errado, o que eu deixei de fazer, onde eu falhei.


Algum tempo depois, conheci outra pessoa maravilhosa em praticamente todos os aspectos que você possa imaginar. Eu adorava passar o tempo com ela. Gostava da companhia dela, das conversas, de dividir momentos simples.


Mas havia problemas sérios envolvendo outras pessoas na vida dela, coisas que acabavam interferindo diretamente no nosso relacionamento.


Chegou um momento em que eu não consegui mais lidar com isso. Eu queria ser o salvador dela, sem entender que eu não deveria ser o salvador de ninguém. Eu deveria ser apenas um companheiro.


Quando eu finalmente entendi isso, algo meio que se quebrou dentro de mim. O carinho, o amor e o afeto ainda existiam, mas eu não conseguia mais me enxergar no futuro com ela. Eu me sentia preso.


E então eu terminei.


Depois disso, conheci outra pessoa. Talvez essa tenha sido a que mais mexeu comigo.


Ela abalou o meu mundo de uma forma que, até hoje, eu não sei exatamente como reagir. Faz alguns meses que nos separamos na verdade, ela terminou comigo e não passa um dia sequer sem que eu tente entender onde eu errei, como eu errei ou o que eu poderia ter feito diferente.


No início, eu decidi que teria um tempo sozinho. Pensei: vou ficar pelo menos um mês sem conhecer ninguém, focar em mim, colocar meus objetivos em prática.


Mas esse mês passou.


E agora eu estou meio que em um limbo.


Não estou desesperadamente procurando alguém, mas ao mesmo tempo também estou tentando encontrar alguém. Eu crio expectativas facilmente. Qualquer pessoa com quem eu tenha um mínimo de conexão já faz minha cabeça começar a imaginar mil possibilidades.


Qualquer amiga com quem eu converso um pouco mais, qualquer pessoa com quem sinto um pouco de afinidade, já me faz imaginar mil cenários diferentes na minha cabeça.


Eu sei que isso não é saudável. Talvez até beire a loucura.


Mas é o meu coração desesperado por atenção, desesperado por carinho.


No fundo, o que eu quero é algo muito simples.


Eu quero viver um romance de uma noite chuvosa.


Quero estar em casa, com a chuva caindo lá fora, ligar a televisão, colocar uma série ou um filme que eu já vi mil vezes, comer alguma coisa gostosa e estar abraçado com alguém que eu amo.


Só isso.


É estranho como o coração da gente funciona. Eu tenho um trabalho pelo qual sou apaixonado. Estou fazendo faculdade de algo que também amo. Estou vivendo coisas que nunca imaginei que viveria. Saindo para lugares legais, conhecendo pessoas interessantes, criando amizades.


Mas, ainda assim, sinto que falta alguma coisa.


Sinto como se houvesse um espaço vazio dentro de mim.


Talvez esse seja só mais um desabafo de alguém que ainda está tentando entender o que quer da vida. Ou talvez eu até saiba o que quero, mas sinto que ainda falta algo para chegar lá.


Talvez seja isso: eu me sinto incompleto.


Tenho 29 anos. Vejo colegas, amigos, primos e pessoas ao meu redor já indo para o segundo filho, construindo famílias, seguindo caminhos que parecem muito definidos.


E eu ainda estou aqui, procurando sentir algo que parece coisa de adolescente. Procurando sentir aquelas famosas borboletas no estômago, aquele encantamento.


Talvez a culpa seja dos meus pais.


Eu cresci vendo os dois completamente apaixonados um pelo outro.


Talvez a culpa também seja dos livros de romance. Nicholas Sparks definitivamente bagunçou minha cabeça e me fez acreditar que um amor real pode existir de muitas maneiras diferentes.


E eu ainda acredito nisso.


Enfim… não tenho muito mais o que dizer.


Só posso torcer para que um dia eu encontre alguém. Quem sabe daqui a alguns meses eu volte aqui para escrever dizendo o quanto estou feliz.


No momento, eu me sinto perdido.


Mas talvez, um dia, eu encontre alguém.


Até lá, a gente continua conversando sobre anime, filosofia, pensamentos aleatórios e tudo mais que passa pela minha cabeça.


Porque eu tenho apenas uma certeza:


quando eu começar a namorar de novo, eu vou ser insuportável.


Porque é isso que eu sou quando estou apaixonado.


Eu fico insuportável.


É isso.


Beijos.

1 de fev. de 2026

Fã de Jujutsu odeia a Maki

 



E vamos falar sobre a nova temporada de Jujutsu Kaisen e como inevitavelmente tivemos um ponto que dividiu muita gente: o arco da Maki. Não só pelo que acontece, mas principalmente pelo que ela decide fazer. A destruição do clã Zenin, nas mãos de uma personagem que sempre foi tratada como resto dentro da própria família, incomodou parte do público. E esse incômodo diz muito mais sobre a gente do que sobre a obra.


Desde o início, Maki nunca foi construída para ser confortável. Ela nasce em um sistema que a rejeita, a diminui e a usa como exemplo do que não se deve ser. Mulher, sem energia amaldiçoada, vista como fracasso. Tudo ao redor dela diz que seu lugar é abaixo. A obra nunca escondeu isso. Pelo contrário, fez questão de esfregar essa estrutura na cara do espectador.


Quando a nova temporada chega e mostra o resultado de anos de violência simbólica e literal, muita gente reage com estranhamento. De repente, Maki deixa de ser a personagem “inspiradora que luta apesar das limitações” e passa a ser alguém que age com raiva, brutalidade e decisão. Ela não pede permissão. Não busca redenção. Não tenta ser compreendida.


E é aí que mora o problema para alguns fãs que não conseguem entender o lado humano da personagem.


Existe uma expectativa silenciosa de que personagens femininas fortes ainda precisem ser moralmente aceitáveis o tempo todo. Que a dor delas precise ser filtrada, suavizada, transformada em algo palatável. Quando Maki rompe com isso e age como muitos personagens masculinos sempre agiram em shounens, o discurso muda. De repente, ela é “exagerada”, “mal escrita”, “incoerente”.


Mas será mesmo? Que ela é esse ser tão "desprezível" 


O arco da Maki não é sobre vingança simples. É sobre ruptura. Sobre o colapso de um sistema inteiro que sempre se sustentou na exclusão. O clã Zenin não é destruído apenas fisicamente, ele é desmontado simbolicamente. A obra deixa claro que aquele clã já estava podre muito antes da Maki erguer a primeira arma.


O que incomoda não é a violência em si. A história sempre foi violenta. O incômodo surge quando essa violência vem de uma mulher que não está ali para ensinar uma lição bonita ou servir de apoio emocional para outro personagem. Ela é o centro da ação. Ela é a consequência.


E isso é poderoso.


O empoderamento feminino, quando tratado de forma honesta, nem sempre é inspirador no sentido clássico. Às vezes ele é feio, doloroso, radical. Às vezes ele não vem acompanhado de discursos, mas de escolhas difíceis e irreversíveis. Maki não representa um ideal, ela representa uma reação. E reações raramente são limpas.


A nova temporada acerta ao não pedir desculpas por isso. Ao não tentar justificar cada passo da personagem com longos monólogos morais. A obra confia no espectador para entender que aquela não é uma história sobre heroísmo puro, mas sobre sobrevivência em um mundo quebrado.


Personagens como Maki são importantes justamente porque quebram expectativas. Elas mostram que mulheres também podem ocupar espaços narrativos tradicionalmente reservados a homens: o da fúria, da violência, da decisão sem consenso. E isso não precisa ser confortável para ser válido.


Talvez o desconforto de alguns fãs seja um sinal de que a obra tocou em algo real. Porque quando uma personagem feminina deixa de ser símbolo e passa a ser sujeito, com tudo o que isso implica, nem todo mundo está pronto para acompanhar.


E tudo bem se não estiver.

Mas a história segue.