29 de mar. de 2025

Uma salva de palmas para quem finalizou a temporada direito



Vamos começar esse post com essa imagem de talvez o único anime da temporada que eu me forcei assistir com a boba inocência de que ele ficaria melhor, eu sempre dropo zilhões de animes e até ai aceitável todo mundo faz isso, porém eu dei chances para esse anime ai, o começo é bom, o meio do anime excelente, mas a conclusão é uma atrocidade, eu assisti os dois últimos episódios em 2x só pra termina de vez. 


Mas tirando isso, a temporada toda foi uma felicidade constante, eu gostei muito dos animes que eu separei para assistir, e não só gostei como me comprometi assistir em todo lançamento e não deixa passar dias até virar dois episódios, três episódios e uma bola de neve sem fim, até porque vamos ser sinceros, quem aqui nunca começou a ver um anime que é bom, mas começa a ficar bem fraquinho e você está doido para termina, mas não quer assistir logo quando sai, ai deixa acumulando episódios até ficar com quase metade da temporada sem ver, passa temporada e ele está ali e você sempre dizendo "eu vou termina"... Você não vai. 


Por isso eu digo com muita felicidade que eu superei meus maiores conflitos internos e todo anime que eu foquei em assistir, eu terminei ele junto da temporada, até porque eu já tinha começado a temporada de janeiro com dois animes da temporada passada, que era muito bom e do nada começou a ficar chato e eu fiquei enrolando. 


Mas eu decidi que seria criterioso e só iria deixar o que de fato eu fosse ver e foi o que aconteceu, e termina a temporada zerado trás muito uma sensação de nostalgia, da época que eu assistir animes e tinha esse foco, e agora o único anime que de fato eu ainda não terminei foi Solo Leveling, mas ai vamos pensar né: até parece que eu vou deixar esse anime acumular, eu virar uma bola de neve.


Enfim, temporada zerada e finalmente em paz, para esperar as próximas atrocidades que vão perturbar nossa semana, eu estou bem neutro com os animes que estão para chegar, nem pensamento bom, nem ruim. 

25 de mar. de 2025

Salaryman ga Isekai é um isekai que funciona



Eu já perdi as contas da quantidade de vezes que eu comentei aqui sobre animes isekai, e como o anime funciona, todo post meu é sempre trazendo um novo isekai que é melhor do que o outro que eu tinha comentado, e como ele é a revolução de tudo blá blá blá, porém de fato eu acertei agora. 


O anime Salaryman ga Isekai ni Ittara Shitennou ni Natta Hanashi amo nomes enormes, surge como uma proposta interessante dentro do gênero isekai, que geralmente explora fantasias juvenis de heróis improváveis sendo transportados para mundos mágicos. No entanto, este anime se distancia do tom tradicionalmente infanto-juvenil e se aprofunda em uma perspectiva mais madura e cínica.


Diferente dos protagonistas adolescentes que frequentemente estrelam os isekais, o personagem principal aqui é um adulto, um verdadeiro 'salaryman' — termo japonês para trabalhadores de escritório presos a rotinas desgastantes. Quando ele é transportado para o mundo de fantasia, o choque cultural não é apenas de quem sai de uma realidade comum para um universo mágico, mas de alguém que carrega traumas, frustrações e uma visão pragmática do mundo.


A crítica ao mercado de trabalho, à exploração corporativa e à busca vazia por validação profissional são temas que permeiam a trama. O fato de o protagonista acabar se tornando um dos 'Shitennou' — os quatro grandes líderes dos vilões — oferece um olhar mais ácido e satírico sobre os clichês do gênero. Ao invés de buscar derrotar o “rei demônio” ou salvar o reino com um coração puro, ele utiliza sua experiência corporativa para gerir estratégias, lidar com questões burocráticas e até mesmo explorar um certo maquiavelismo para alcançar seus objetivos.


O humor do anime é mais próximo de um sarcasmo amargo do que da leveza habitual do isekai. Não há idealizações de heroísmo puro ou romances adolescentes ingênuos, mas reflexões sobre a complexidade da vida adulta, a moralidade cinzenta e o peso das escolhas.


Enquanto muitos isekais servem como um escapismo puro, esse anime se posiciona quase como uma metáfora amarga sobre como, mesmo em um mundo fantástico, somos perseguidos pelas mesmas armadilhas e dilemas éticos do cotidiano adulto. É uma opção interessante para quem já se cansou dos roteiros mais formulaicos e busca algo com um toque de cinismo e crítica social no universo dos isekais.

19 de mar. de 2025

Vinland Saga é bom demais


Recentemente eu me peguei muito perdido no que assistir, tantos animes bons em meio de centenas de animes ruins que acaba fazendo a balança ficar meio ruim, e aí eu acabo me vendo sendo obrigado a ir para os animes que todo mundo fala, pra ver se de fato vale a pena. E foi aí que eu encontrei Vinland Saga, muito por acaso e sem nenhuma expectativa de que o anime fosse tão bom como de fato ele é. 


E agora vamos destrinchar isso, Se existe um anime que eleva o gênero de ação histórica a um novo patamar, esse anime é Vinland Saga.  A obra se destaca por seu realismo brutal, personagens complexos e uma narrativa que vai além do simples desejo de vingança.


O protagonista, Thorfinn, inicia sua jornada motivado pelo desejo de matar Askeladd, o homem que assassinou seu pai. No entanto, ao longo da história, percebemos que Vinland Saga não é apenas sobre batalhas sangrentas, mas sobre o peso da guerra e a busca por um propósito maior.


E calma, nada disso é spoiler, isso é basicamente o plot da história, você começa assistir já sabendo disso, inclusive eu já sabia disso, sem ao menos saber do que se tratava o anime. 


A criança que admirava seu pai se torna um jovem implacável, dedicando sua vida a vingar-se de Askeladd. No entanto, em uma reviravolta interessante, ele não busca sua vingança por meio da fúria desenfreada, mas sim desafiando Askeladd repetidamente para duelos justos. O mercenário, por sua vez, manipula Thorfinn, transformando-o em uma arma útil para seus próprios interesses.


Embora Thorfinn seja o personagem principal, Askeladd é quem realmente carrega a narrativa da primeira temporada. Ele não é um simples vilão; é um estrategista brilhante e um personagem ambíguo, cuja motivação pessoal se revela aos poucos. Sua visão de mundo e suas decisões impactam diretamente o crescimento de Thorfinn e o destino da história.


Ao longo da temporada, Askeladd se envolve nos conflitos políticos da Inglaterra e da Dinamarca, especialmente na luta pelo trono do jovem príncipe Canute. Esse arco adiciona uma camada de complexidade à trama, saindo do clichê da simples vingança para um jogo de poder e manipulação.


Eu fui assistir achando depois de alguns episódios que era só mais um anime de vikings com lutas bem animadas, porém eu percebi que o anime é muito mais voltado para filosofia, religião, buscar entender quem nós somos de verdade, na qual eu curti muito mais as cenas de diálogos e conversas do que as de luta. 


E toda essa minha opinião é pautada somente na primeira temporada, pois foi a que eu assisti até agora. 


15 de mar. de 2025

Eren Yeager e a Síndrome de Jesus: Quando a Salvação se Torna um Fardo



Se existe um personagem no mundo dos animes que exemplifica a obsessão por uma missão redentora, esse personagem é Eren Yeager, de Attack on Titan. Sua trajetória, desde um jovem impulsivo até um líder revolucionário, carrega semelhanças inquietantes com o que conhecemos como Síndrome de Jesus, um fenômeno psicológico onde o indivíduo se vê como o salvador da humanidade. Mas até que ponto Eren se encaixa nesse arquétipo messiânico? 


Desde o início da série, Eren se mostra guiado por um desejo intenso de liberdade. Sua frase icônica, "Eu nasci livre!", ecoa sua convicção inabalável de que o mundo está aprisionado e que ele é o único capaz de libertá-lo. Isso se intensifica quando ele descobre os segredos da família Yeager e compreende o papel que pode desempenhar na luta contra Marley.


Em sua evolução, Eren começa a acreditar que apenas ele tem o direito e o dever de decidir o destino do mundo. Ele se torna uma figura quase mitológica para os habitantes de Paradis e um terror para o restante da humanidade. Seu plano de extermínio em massa pelo Retumbar não é apenas uma estratégia militar, mas uma verdadeira “purificação”, um sacrifício que ele está disposto a fazer para criar um mundo onde seus amigos possam viver livres.


A Síndrome de Jesus se manifesta em pessoas que acreditam ter sido escolhidas para salvar a humanidade, mesmo que isso exija medidas extremas. Em Eren, podemos identificar características desse transtorno, tais como:


- Convicção absoluta de que seu caminho é o único certo: Mesmo diante de alternativas e conselhos de seus amigos, Eren insiste que o extermínio é a única solução.

- Auto-sacrifício e martírio: Ele sabe que sua jornada o levará à destruição, mas aceita isso como parte de sua missão.

- Interpretação de eventos como sinais divinos: A conexão com as memórias do Titã Fundador faz com que ele veja o passado e o futuro de maneira determinística, como se seu destino já estivesse escrito.

- Sensação de perseguição e oposição ao sistema: Desde criança, Eren se sente preso em um mundo injusto e vê os Titãs e Marley como opressores que precisam ser eliminados.


Diferente da imagem tradicional de um salvador, Eren não busca redenção através do amor ou do perdão, mas sim através da destruição. Seu caminho lembra figuras históricas e mitológicas que acreditaram ser heróis, mas acabaram se tornando vilões aos olhos do mundo. Seu arco final em Attack on Titan nos faz questionar: ele realmente salvou alguém ou apenas trocou um opressor por outro?


O que torna Eren um personagem fascinante é justamente essa ambiguidade. Ele é um herói para Paradis, um monstro para Marley e, no fundo, um ser humano dilacerado pelo peso de suas próprias convicções. Seu sacrifício final, onde ele permite que Mikasa o mate, pode ser interpretado como a última peça de sua jornada messiânica: o salvador que precisa morrer para que sua visão de mundo se concretize.


Eren Yeager é uma das figuras mais complexas do mundo dos animes, e sua trajetória nos leva a refletir sobre o perigo das ideologias extremas. Sua jornada, repleta de sofrimento e obsessão, se encaixa perfeitamente no arquétipo de alguém com a Síndrome de Jesus, transformando-o não apenas em um personagem inesquecível, mas em um símbolo da linha tênue entre redenção e destruição.

12 de mar. de 2025

O que está acontecendo com Sakamoto?



Parece ironia que no começo da temporada eu fiz um post exaltando Sakamoto Days, falando bem da comédia, do enredo, de toda a ideia que o anime trouxe para o universo otaku. E que no final da temporada está sendo um anime extremamente maçante, na qual eu me pego vendo por ver mesmo, pois vontade de dropar está presente desde a primeira parte do anime. 


Eu sei que o foco nunca foi a animação e nem tem como e usar ela como régua de comparação para qualidade, se eu for colocar animes como Solo Leveling aqui, isso chega ser humilhante, mas não posso deixar de ressaltar que eu acho sim a animação bem feia, mas ela não é o ponto crucial para o declínio do anime.


O grande problema em muitos animes de comédia é como criar outros cenários dentro de um enredo que quase sempre é devagar, já que animes de comédia dificilmente possuem grandes evoluções, plot twist ou coisas do tipo, sempre estão navegando no mesmo barco e nunca mudando a história, só acrescentando um personagem ali e aqui, E em sua grande maioria funciona essa mecânica, o que não é o caso do Sakamoto, querer usar como base a comédia, mas ao mesmo tempo ter de enredo uma ação, deixa o anime muito parado ou quem sabe andando em círculos, já que todo episódio é a mesma coisa "alguém vê a recompensa sobre o sakamoto, vai atrás dele, chega no mercado, encontra sakamoto, diz que vai matá-lo, sakamoto e seus aliados para o cara, ele se arrepender e vai embora, fim do episódio" todo episódio é isso, ou as vezes vem um episódio por exemplo que eles vão no parque de diversão, aí tem todo aquele roteiro que eu falei, mas substitui chegar no mercado, para encontrar com sakamoto no parque...


Eu aceitei ver o anime porque eu senti um potencial muito grande da história, animação de fato não é boa, o designer de personagem então só Jesus, porém a história tinha potencial, mas acabou criando aí mais um anime clichê de comédia que é bem genérico em vários aspectos. 


Para ter uma ideia em seu lançamento o anime estava no top 3, perdendo somente para Solo Leveling dos mais assistidos, todo mundo amando, até começar a ver que o anime funciona através de um carrossel de acontecimentos que com 3 minutos de anime você já consegue deduzir absolutamente tudo que vai acontecer.


E o pior é que muita gente falou que o mangá é muito bom, os personagens são melhores trabalhados, e muito mais desenhados e a história é mais interessante, em comparação ao anime, então acabamos entrando aí em mais uma espiral de obras que não devemos experimentar a animação e ficar somente com a obra original. 


Falta ainda uns 2 ou 3 episódios pra terminar tudo, mas eu já adianto que minha nota no MAL não vai sair de 2. Um anime muito mal aproveitado.