16 de out. de 2022

Você é aquilo que você pensa


 “Um bom filho à casa torna” eu cresci pensando que esse ditado popular era “Um bom filho à casa REtorna” que mesmo sendo errado, o significado das duas maneiras de falar é o mesmo. Então, cá estou eu depois de algum tempo tirado pra viver a minha louca e charmosa vida. Eu adoraria voltar dizendo que viajei, tirei um tempo pra refletir sobre tudo, que sonhei, sorri, chorei, vivi o melhor que o mundo tem para nos dar, no entanto… Eu apenas trabalhei e trabalhei muito, e como eu sempre me pego sentindo falta desse lugar que montou muitas estruturas na minha cabeça eu me vejo voltando pra dá um “oi” para vocês e comentar mais alguma coisa que passou pelo meu campo de visão. 


Nesse domingo de manhã, com o sol dando bom dia e dizendo que é mais um dia bonito para se acorda, eu trago para vocês um pouco do que aconteceu comigo nesse ultimo mês que passou, já que depois de 25 anos eu aceitei que algo não estava dando muito certo na minha cabeça e que eu deveria procurar um profissional médico, e como eu já sabia que não era algo comportamental eu pulei minha ida do psicólogo e fui direto para o psiquiatra, claro que eu ainda vou me ver indo ao psicólogo pois as drogas que o médico passou ajudam até um certo ponto, há coisas que dependem somente do meu próprio andar.


Eu gostava de me “gabar” ou melhor “zoar” que eu vivia na era dos problemas mentais, como: ansiedade e depressão. Porém que eu não tinha nada, pois pobre não tem tempo pra isso, que eu vivia trabalhando e blá blá blá, aí em uma conversa de 30 minutos com um médico eu saí do consultório arrasado, com as provas que ele me mostrou que na verdade eu tenho uns probleminhas sim, e depois de mais algumas sessões eu percebi que os probleminhas são reais mesmo e o diagnóstico é tão comum como eu não imaginava. Eu tenho transtorno de déficit de atenção ou o famoso:TDAH e ansiedade também, agora diferente do que a galera no tiktok gosta de se auto diagnosticar, quando você escutar isso vindo de um médico com as provas das coisas que você faz que achava normal, só que não é, você percebe que o problema é um pouco mais sério. 


Ok, não é tão sério assim, o TDAH por exemplo eu sempre tive só que agora na vida adulta que eu me pego incomodo com ele, por todos os sintomas que esse transtorno trás, as minhas atitudes e a maneira como eu penso das coisas, tudo que um neurodivergente é eu me encaixo por completo e isso no meio profissional e nos relacionamentos é bem complicado de lidar, e quando você recebe um diagnóstico parece que sua mente pensa mil vezes mais naquilo aí você começa ver todos os pontos da sua vida que você agiu de tal maneira e não sabia o motivo, coisas que falou, atitudes que tomou e sua cabeça começa ficar a mil… E aí vem a ansiedade com dois pé no peito, eu não vou mentir eu achei que eu poderia ter alguma coisa com atenção, pois eu realmente me pego distraído, viajando muito no mundo da lua, esquecendo das coisas, só não achei que fosse TDAH, mas já que é isso eu meio que fiquei “ok” pois não é uma doença, eu só sou diferente, um neurodivergente sim eu estou adorando esse termo. No entanto, a ansiedade foi um belo tapa na cara, já que lembra o que acabei de escrever? Que eu dizia que não tinha essas coisas… Ai chega o médico e manda: Ficar remoendo as coisas e criando mil cenários ruins só porque a pessoa não respondeu seu bom dia, não é algo normal não.


E como eu fui em um psiquiatra e não em um psicólogo, o primeiro tratamento foi com medicação, a ideia é que eu vá parando ao longo do tempo, no entanto como medida introdutória vamos tratando com as drogas e é bizarro explicar isso para algumas pessoas, pois há muito aversão já em se consultar com um médico da mente, quem dirá então tomar medicações que mexem com seu humor, seu modo de falar, sua maneira de agir, sua maneira de enxergar o mundo e daí por diante, mas como alguém que está tomando um tempo eu posso ser bem sincero em dizer: Pelo menos comigo está funcionando.


Então é para aceitar logo a opinião do médico e sair tomando remédio? Isso é uma decisão que cabe somente a você tomar, pois no fim você sabe sobre você muito mais do que qualquer outra pessoa. Claro que tem pontos que um médico ajuda muito, apontando coisas erradas que com passar do tempo você simplesmente achou que eram certas, como no meu caso com a ansiedade, e nesses casos, cabe você respirar fundo e dizer “é, eu realmente tenho que ouvir o que essa pessoa diz”  


Não vou mentir, no começo da medicação é meio louco sabe, mudou toda minha maneira de pensar na vida e nas coisas, eu comecei a ficar mais sério e  mais calado, enxergando os detalhes em tudo, ouvindo muito mais do que falando, e o melhor de tudo, aprendendo a impor a minha opinião sobre as coisas. Sempre fui aquele que ficava calado, não sabia me defender, não sabe dizer não e quando você começa a fazer terapia fica tão óbvio que é errado ser assim, que você perde a sua personalidade sendo assim, que quando você começa a dizer não e falar o que realmente pensa, é libertador, claro que não estou dizendo para você virar uma pessoa ruim, mas na medida do possível dê uns fora em quem acha que você é bobo. 


Enfim, bem ou mal, procure um médico, se existe algo que lhe incomode muito e você acha que tem já uma doença ou alguns transtorno, vai direto em um psiquiatra pois ele mesmo vai dizer se é com ele que você tem que se tratar ou com psicólogo, agora se você acha que está tudo de boa, então vai em um psicólogo, converse com alguém que pode te ajudar a ficar melhor. 


Você não precisa carregar essas dores sozinho, não precisa enfrentar tudo sozinho, com amigos ou não, procure ajuda de um profissional que você vai ser ajudado. 


1 de set. de 2022

Na idade média eu morreria com certeza


Já falei umas mil vezes aqui o quanto eu gosto de RPG de mesa, o quanto esse universo me conquistou e conquista todos os dias, já que toda hora lança um sistema novo e mais interessante, e para aumentar mais meu leque de referências para narrar nas minhas campanhas, eu acabo me pegando lendo e assistindo muita coisa da era medieval, filmes de fantasia, animes, jogos e por aí vai, porém uma coisa que sempre me intriga é que nunca é sobre um camponês, sempre é sobre um herói, sobre um grupo de heróis, nunca é uma vida pacata e aconchegante, o que óbvio, ninguém iria querer eu sei, mas eu decidi trazer hoje essa conversa nesse post, como seria uma vida de camponês médio. 


Porque eu não quero baixar a síndrome de protagonismo em cima de mim, eu com certeza seria um camponês, não há a menor possibilidade de eu ser um herói, desbravar o mundo e blá blá blá. Eu tenho medo de rato, porquinho da índia e qualquer outro tipo de roedor, não tem como eu ser um herói, a vida no meio da campo, como agricultor seria muito mais suave pra mim, claro que estou pensando em um mundo de fantasia, se fosse migrar para o nosso mundo na idade média que é a referência para tudo de época medieval na cultura pop, eu teria morrido pela peste negra com a maior certeza do mundo. 


Mas digamos que estamos falando da era medieval da cultura pop, do mundo de fantasia, se eu fosse levado para lá bem ao estilo isekai dos animes, eu digo que talvez eu fosse um botânico, algum tipo de cientista ou qualquer coisa relacionada a biologia já que é minha área de trabalho, e aí e somente aí eu talvez não fosse um camponês que morreria na primeira crise que o mundo passasse. Até porque os camponeses não morriam só de peste e doenças, tinha os roubos e todo tipo de atrocidade que só o ser humano é capaz de fazer. 


Eu gosto muito de quebrar esse pensamento que muita gente tem sobre ser o protagonista de tudo, que na idade média seria grande coisa, que em um apocalipse zumbi seria um dos sobreviventes, que em uma invasão alienígena estaria lá na frente de batalha lutando pela Terra e etc… Eu comecei a perceber que eu seria uma pessoa super de boa vivendo o que a vida me deu, quando assistir Sword Art Online e eu vi todo mundo tentando finalizar o jogo e aquela luta pra sobreviver e tudo mais, eu naquele mundo, com toda certeza absoluta eu estaria com alguma lojinha sendo felizes vendendo meus itens e deixando povo se matar. 


Não quero ser protagonista de nada não, quero só viver minha vida pacata, seria na idade média, ou em qualquer outra situação ou cenário que o mundo vive. Vamos começar a normalizar não querer ser o herói e sim ser aquele que está lá, não mata mas também não morrer, não rouba e também não é roubado, só está lá, vivendo sua vida, colhendo suas plantações, construindo uma família e morrer sossegado no fim de tudo. 


Vamos normalizar esse pensamento ai. 


4 de ago. de 2022

Hataraku Maou-sama não perdeu a essência



Eu já disse aqui em algum momento, que eu gosto de ficar dizendo que sou seletivo para os animes, que escolho com muita cautela cada um deles, mas na real sabemos que eu sou chato mesmo e eu não tenho mais o tempo da época da adolescência na qual eu colocava uns quarenta anime na lista e acompanhava todos sem problema. 


Hoje em dia eu vejo um ou dois animes da temporada e já considero até muito, sempre termino bem atrás da maioria do pessoal e tenho que fugir da internet para não tomar spoiler, e um dos meus gêneros preferidos de anime são os slice of life, os que colocam uma pitada de romance ou comédia já ganha meu respeito facilmente. 


Ai que entra Maou-sama, um anime que eu assisti a primeira temporada faz uns sete anos e terminei mega ansioso com o que poderia vim, pois é um tipo de comédia tão leve que eu não via dificuldade em ter que assistir, hoje em dia os animes de comédia eles precisam de um norte para ser seguido, um guia para não perder o sentido da história, ou eles jogam logo uma ideia nonsense como desculpa para falta de roteiro organizado, é sempre essa fórmula, mas em Maou-sama não, é aquele anime simples e cru, não precisa de muitas explicações na hora de entregar a piada. 


Como eu disse, estava bem animado para a nova temporada que levou alguns anos e eu já comecei assistindo dublado, já que Brasil sabe muito bem dublar qualquer coisa e não vou mentir em dizer que essa sensação de nostalgia, sensação de voltar aos meus dezesseis anos vidrado no computador lendo o mangá porque em dois dias eu terminei o anime, essa sensação de que tudo está perfeito, eu precisava sentir algo assim. 


Maou-sama é um anime tão nostálgico para mim, que na época que eu comecei assistir, eu tomei vergonha na cara e comecei procurar emprego e ter meu próprio dinheiro e para piada do anime,  eu também comecei trabalhando em uma lanchonete e eu adorava aquilo, pois eu pensava “se o próprio Satã consegue, eu também consigo”. 


Vamos ver os demais episódios, vou provavelmente acompanhar todos eles dublado, as vozes encaixaram muito bem em cada personagem, e assistir dublado me dá uma liberdade maior para prestar atenção na tela e o que está passando.


Se você não assistiu ainda esse anime, corre logo para primeira temporada e maratona pois você nem sente acabando e eu te garanto que vai gostar, pois como falei, Maou-sama não perdeu a sua essência a comédia continua muito boa. 


17 de jul. de 2022

Mais perdido do que cego em tiroteio


A vida adulta definitivamente não é pra mim, eu gostaria muito de cancelar a parte do trabalho, da faculdade e das contas e ficar só com o salário pra poder comer quantas besteiras eu quisesse, e sim eu vou reclamar da vida adulta pois eu tenho 25 anos e ainda não me acostumei com essa ideia de ter que tomar decisões importantes. 

Eu sem sombra de dúvidas estou mais perdido do que cego em tiroteio e eu adoro muito usar essa expressão, pois eu moro no Rio de Janeiro e ela faz o total sentido, pois em algum momento um cego já ficou perdido no meio de um tiroteio o que para um carioca é como um café da manhã. 

Confesso que percebi o quão perdido eu estou em tudo, quando os animes pararam de fazer sentido na minha vida. parece que estou vivendo o que falei que nunca iria viver, que nunca iria parar de vê animes e tudo mais, hoje me encontro com poucos animes sendo acompanhados e com um dedo muito certeiro para cada um, não tem mais aquilo de pegar vários pra assistir, agora é um aqui e outro ali e olhe lá…


Imagino que essa mudança tem muito a ver com meu novo relacionamento, não tão novo assim já que esse mês eu faço 9 meses, porém como ela não gosta de ver animes eu acabo não criando aquele impulso de querer ver vários animes e recomenda vários para ela, eu fico muito naquele meio que só eu criei mesmo, pegando uma recomendação aqui e outro ali. 


Gosto de pensar também que a vida tem fases que vamos vivendo, sim é isso mesmo, fases, igual quando sua mãe dizia da fase do rock ou do emo para você adolescente e você dizia “não mãe, não é uma fase…” pois bem… foi né? Então é tudo uma questão de fases, eu mesmo estou me reinventando todos os dias, os animes vem e vão constantemente, eu vou mudando meu estilo toda hora, antes eu gostava muito de ler livros físicos e até hoje eu tenho costume de comprar como forma de colecionar, depois eu migrei para os pdf na qual eu tinha um universo de livros para ler, e agora estou vivendo a era do audiobook, mais precisamente o Storytel que talvez seja o aplicativo que mais utilizo no celular e eu farei um post exclusivo só para ele logo logo. 


Pois bem, perdido ou não, evite criar desculpas para fazer o que gosta, pois as obrigações já te sugam até a alma, então não deixe de ver seus animes, ler seus mangás e livros, ficar horas no tik tok ou quem sabe jogando um joguinho para relaxar, a gente já tem muita coisa pra resolver nessa vida e eu me recuso a deixar meu tempo livre ser bombardeado de problemas. 


8 de jun. de 2022

A perfeição que é Kawaii dake ja nai shikimori-san


Eu definitivamente estou apaixonado por Kawaii Dakie,  a forma como ele traz uma suavidade de um relacionamento saudável chega a ser fora do comum, eu estou encantado como eles fazem transparecer como realmente é um relacionamento perfeito ou quase perfeito e tendo em vista de que eu nunca tive um relacionamento saudável e eu me vejo muito incrédulo de que tal coisa possa acontecer, porém eu estou namorando agora e como nesse relacionamento onde as coisas estão indo perfeitamente bem tem cenas no anime que eu estou acompanhando e eu fico bobo de perceber que isso acontece comigo.


E tem tudo para ser um dos meus animes de comédia romântica preferido, claro que nunca vai chegar aos pés de Nisekoi, mas eu estou me sentindo muito bem representado na obra, porque eu sou um cara estabanado que namora com uma mulher que faz de tudo um pouco.


Atualmente eu estou no episódio 6 e acho que até agora, o que me foi apresentado da obra e eu já posso concluir alguns pontos extremamente interessantes sobre tanto do casal já formado que é o nosso casal de protagonista, mas eu já vejo também outros casais se formando ali ou talvez seja só loucura da minha cabeça até porque eu acho que uma das personagens ela gosta muito de gostar de mulheres e claro, tudo bem nada contra mas adoraria vê-la fazendo par romântico com o alívio cômico do anime, gosto também dessa piada que eles fazem entre uma personagem que tem um nome que remete a cachorro e a outra tem o nome que remete a gato, é aquele tipo de piada que não é feito para ficar nas entrelinhas, não está bem escancarada na nossa cara e é para a gente ler mesmo e achar engraçado.


Eu acho que a única coisa que me incomoda na obra ainda, e eu já fiz isso até uma brincadeira com meus irmãos quando eu comecei a assistir o anime é do fato de que a família do protagonista conhece ela, todo mundo sabe é fã dela e ela é incrível e todo mundo gosta dela, da maneira como ela trata o nosso protagonista, cuida dele e tudo mais, no entanto a família dela não conhece ele sabe tipo simples assim a família dela não sabe quem é o cara, não sabe se ela namora e eu fico revoltado com isso, ela tem com vergonha do nosso protagonista? Eu já estou pensando nisso, ele é meio bobinho? É!, mas é um cara legal, dá uma chance para ele vamos vamos apresentar para família, vamos ter um pouquinho do orgulho do cara porque ele salvou uma criança no episódio do rio, o cara não sabe nem nadar ele pulou no rio para falar uma criança no episódio cinco, além de que ele tenta o máximo fazer para a agradar do mundo e a protagonista não leva para conhecer a família, eu tô indignado com uma coisa dessa.


Mas eu recomendo que vocês assistam mesmo assim, mesmo indignado com a protagonista, como eu falei no título agora desse post e eu sou muito fã de animes assim é o meu estilo de anime preferido, de romance tem um lugarzinho especial no meu coração porque normalmente eles não vêm recheado de drama, qualquer coisa que me faça ficar irritado com a obra eu não gosto, eu não gosto de ver personagem sofrendo eu gosto de ver casal se formando ou já formados vivendo o dia a dia, eu gosto dessas sensações de ver o mundo que antes eu não vivia, mas que agora eu vivo, e aí agora que eu vivo isso eu gosto de ver o anime e ficar comparando as situações eu falo “pô isso já aconteceu comigo olha isso ainda não aconteceu. mas eu vou no tal lugar talvez aconteça”. Eu acho que uma das principais funções de alguns animes, é nos fazer sentir próximos daquilo e nos faz ter uma imersão na obra, e eu acho que Kawaii Dake faz muito bem essa ponte entre a realidade e a animação, você assistir e falar: é isso que eu quero para minha vida, é esse tipo de relacionamento que eu quero para minha vida. É claro que a maioria dos otakus são tudo solteiros, é um monte de adolescente que fica trancafiado dentro de casa assistindo anime o dia inteiro mas a gente tem fé, eu costumava dizer quando era mais novo que os otakus são solteiros por que querem já que é só se esforçar um pouquinho que encontra alguém, me tirem como exemplo, eu vejo anime de manhã e à tarde eu saio com a minha namorada, viu como é que é tudo questão de ter um pouquinho de fé.


Então assim como nosso protagonista que é estabanado todo perdido vem fazendo besteira não dá uma dentro quebra tudo que encosta e ainda encontrou uma namorada completamente perfeita e linda em todos os aspectos possíveis, mesmo ela sendo um pouco assustadora alguns pontos, você meu jovem otaku também tem chance de encontrar alguém que vai aquecer seu coração.